Medir a pressão arterial em casa pode reduzir ataque cardíaco e AVC
Um estudo escocês com cerca de 450 mil hipertensos revelou que monitorar a pressão arterial em casa e compartilhar os dados com médicos reduz significativamente o risco de infartos, AVCs, internações e mortes. Pacientes que utilizaram telemonitoramento mantiveram a pressão controlada por mais de um ano. Segundo os pesquisadores, o envio de lembretes e o acompanhamento remoto aumentam a adesão ao tratamento e possibilitam respostas médicas mais rápidas do que o modelo tradicional de cuidado.
09 de setembro de 2026 (Bibliomed). Pessoas hipertensas que monitoram a pressão arterial em casa e compartilham suas leituras com profissionais de saúde podem ter menos risco de sofrer um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral (AVC). É o que indica estudo realizado na Universidade Napier de Edimburgo e na Universidade de Edimburgo, na Escócia.
No estudo, pesquisadores analisaram registros de saúde de quase 450.000 pessoas com hipertensão na Escócia entre 2019 e 2022. Entre elas, cerca de 9.500 participantes usaram um programa de telemonitoramento chamado Connect Me BP. Esse sistema de monitoramento remoto permite que os usuários meçam sua pressão arterial em casa e compartilhem automaticamente as leituras com profissionais de saúde. O sistema também envia lembretes para incentivar o monitoramento regular.
Os pesquisadores descobriram que os participantes que usaram o serviço de telemonitoramento obtiveram reduções na pressão arterial nos primeiros 3 meses. Essas melhorias foram mantidas por pelo menos 1 ano. Mais notavelmente, as pessoas que usaram o sistema apresentaram taxas significativamente menores de eventos cardiovasculares, internações hospitalares e morte em comparação com aquelas que receberam o tratamento padrão para hipertensão.
De acordo com os autores, o automonitoramento regular pode ajudar os indivíduos a se envolverem mais no controle de sua condição, além de permitir que os médicos identifiquem e respondam a tendências preocupantes mais rapidamente. Lembretes automatizados também podem incentivar uma melhor adesão aos planos de tratamento e aos cronogramas de monitoramento.
Fonte: European Heart Journal - Digital Health. DOI: 10.1093/ehjdh/ztag069.
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