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Médico avalia riscos da cirurgia de Faustão: 'Tinha prazo curto'

Cirurgia do apresentador durou quase 3 horas e foi considerada pela equipe um sucesso

27 ago 2023 - 18h40
(atualizado às 19h19)
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Fausto Silva, apresentador
Fausto Silva, apresentador
Foto: Divulgação Band

O médico Gustavo Fernandes Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), explicou que um dos riscos envolvendo a cirurgia a qual Fausto Silva, de 73 anos, foi submetido neste domingo, 27, era o prazo curto entre a retirada do órgão do doador até o posicionamento do mesmo no receptor.

"O coração tem um tempo curto, ente quatro e seis horas, chamado de tempo de isquemia fria, que é o tempo de retirada do órgão e o implante do órgão no receptor [colocar o órgão realmente funcionado]. O rim tem um tempo mais longo e o fígado entre o coração e o rim, ou seja, cada órgão tem a suas particularidades de tempo", avaliou Gustavo Fernandes Ferreira, em entrevista à GloboNews.

A cirurgia de Faustão durou quase 3 horas e foi considerada pela equipe um sucesso. Para o profissional do Hospital Israelita Albert Einstein, o êxito endossa a funcionalidade do sistema de doação de órgãos no Brasil.

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"Uma família disse 'sim' para essa doação e Fausto Silva teve a oportunidade de ser contemplado e continuar vivendo, demonstrando mais uma vez que é um dos programas mais desenvolvidos do mundo na atividade de transplante".

Em seguida, Ferreira explicou que toda a doação no Brasil, independentemente do órgão, sempre tem sua captação feita no local do diagnóstico da morte encefálica daquele paciente. A equipe de transplante é deslocada até o local onde foi feito o diagnóstico e recebe autorização pela família. Ali é feita a cirurgia de captação dos órgãos e são transferidos para o local onde estão os receptores.

O Faustão está internado desde o dia 5 de agosto no hospital para tratamento de insuficiência cardíaca. Antes do transplante, ele estava em diálise e necessitando de medicamentos para ajudar na força de bombeamento do coração. O quadro de saúde do apresentador o colocava em prioridade na fila para receber um novo órgão.

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Fonte: Redação Terra
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