Madri registra 1º caso de contágio de zika por via sexual da Espanha
Uma madrilenha infectada com o vírus da zika é o primeiro caso de contágio por via sexual da doença registrado na Espanha, confirmou a Secretaria de Saúde de Madri à Agência Efe.
A mulher foi contaminada por seu parceiro, que tinha estado nos meses de abril e maio em um país latino-americano, mas nenhum dos dois precisará ser internado.
Em seu site, o Ministério de Saúde, Serviços Sociais e Igualdade adverte que "homens e mulheres vindos de áreas com transmissão local de zika deveriam manter relações sexuais com proteção pelo menos durante oito semanas depois do retorno".
No Relatório sobre a Avaliação Rápida do Risco de Transmissão de Doença pelo vírus Zika na Espanha publicado pelo órgão, o Ministério ressalta que há riscos de transmissão local por via sexual a partir de homens sintomáticos procedentes de territórios nos quais o vírus está presente, enquanto indica que não há evidência de transmissão em homens que não apresentam sintomas.
Segundo os números divulgados hoje pelo Ministério da Saúde, até a última segunda-feira, o número de casos diagnosticados na Espanha do vírus tinha aumentado de 154 a 158, todos eles importados, sendo que 21 correspondiam a mulheres grávidas, uma a mais do que na semana anterior.
No início de maio, a Catalunha detectou o primeiro caso na Espanha de microcefalia de um feto cuja mãe teve zika. No mês passado, um segundo caso de má-formação cerebral como consequência da zika foi notificado na Espanha. Segundo o Ministério, todos os casos confirmados até então através da Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica correspondiam a pessoas que tinham viajado a países afetados.
O quadro clínico deste vírus é leve, mas no caso das grávidas há grandes suspeitas de que possa provocar microcefalia e outras alterações neurológicas nos bebês.