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Intoxicação por metanol: Estado de SP registra duas mortes em setembro e investiga outros 10 casos

Óbitos foram registrados na capital e no ABC paulista. Na sexta, Governo Federal alertou para nove pessoas contaminadas pela substância após ingestão de bebidas adulteradas em cidades paulistas

30 set 2025 - 21h14
(atualizado em 30/9/2025 às 02h31)
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Ao menos duas pessoas morreram no Estado de São Paulo, em setembro, vítimas de intoxicação por metanol, informou o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado, neste sábado, 27. Os óbitos foram registrados na capital e na cidade de São Bernardo do Campo, na região metropolitana.

Ainda conforme o órgão, ligado à Secretaria da Saúde, outros seis casos foram confirmados desde junho em território paulista e, atualmente, 10 pacientes são investigados por possível contaminação pela mesma substância.

Casos podem estar associados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.
Casos podem estar associados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

A pasta não informou se todas as ocorrências, inclusive as mortes, foram causadas por ingestão de bebida alcóolica adulterada, conforme o aviso do Governo Federal realizado na última sexta, 26.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), alertou para a ocorrência de nove casos de intoxicação por metanol no Estado de São Paulo registrados no curto período de 25 dias.

Neste sábado, o MJSP atualizou as informação e confirmou que uma pessoa morreu e outras oito tiveram que ser internadas por intoxicação por metanol nos 18 primeiros dias do mês. A saúde dessas vitimas pioraram após consumirem bebidas alcoólicas adulteradas,

Segundo a pasta, o número de ocorrências neste intervalo de tempo é considerado "fora do padrão" - sem considerar, ainda, o risco de subnotificação, já que nem todos os casos chegam aos órgãos de vigilância e controle.

Conforme o Senad, a contaminação aconteceu após as vítimas consumirem, bebidas alcoólicas adulteradas, como gin, whisky, vodka, comercializadas em bares e festas.

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo informou que o Centro de Vigilância Sanitária monitora o trabalho dos municípios paulistas na fiscalização dos estabelecimentos de vendas de bebidas "envolvidos na comercialização e distribuição dos produtos contaminados".

"O CVS reforça que o consumo de bebidas alcoólicas de origem clandestina ou sem procedência confiável representa risco à saúde, já que podem conter substâncias tóxicas", diz a pasta.

Também chamado de álcool metílico, o metanol é um biocombustível altamente inflamável, que pode ser obtido por meio da destilação destrutiva de madeiras, processamento da cana-de-açúcar, ou de gases de origem fóssil.

Suas propriedades químicas são semelhantes ao etanol, mas o metal é mais elevado em termos de toxidade. Utilizada como solvente em indústrias químicas, a substância também é aplicada para a fabricação de plásticos e produção de biodiesel e combustível.

A ingestão acidental ou intencional de metanol provoca intoxicações graves e pode levar à morte. De acordo com o Governo, a adulteração de bebidas aumenta a gravidade da situação, já que, do ponto de vista de saúde pública, pode causar surtos epidêmicos com casos severos e alta taxa de letalidade.

A Secretaria da Saúde de São Paulo recomenda que bares, restaurantes e locais que fazem a venda de bebidas chequem com atenção a procedência dos produtos oferecidos pelo fornecedores.

A pasta alerta ainda que a população compre apenas bebidas de fabricantes legalizados e que possuam rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, "evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco".

Estadão
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