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Inchaço na gravidez: o que é esperado em cada trimestre

Entenda o que é considerado normal e quando é preciso procurar avaliação médica

19 fev 2026 - 15h20
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O inchaço é uma das queixas mais frequentes durante a gravidez. Muitas gestantes percebem pés, tornozelos e mãos mais volumosos com o passar das semanas.

Inchaço durante a gravidez é comum, mas é preciso prestar atenção aos sinais de alerta
Inchaço durante a gravidez é comum, mas é preciso prestar atenção aos sinais de alerta
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Na maioria dos casos, esse sintoma é esperado e faz parte das mudanças naturais do corpo.

No entanto, nem todo inchaço deve ser ignorado.

Entender o que é normal em cada trimestre ajuda a reduzir a ansiedade e a identificar sinais que exigem atenção médica.

Por que ocorre inchaço na gravidez?

Durante a gravidez, o corpo passa por adaptações importantes.

Há aumento do volume sanguíneo para garantir oxigênio e nutrientes ao bebê. Também ocorre maior retenção de líquidos.

Os hormônios da gestação favorecem essa retenção.

Além disso, conforme o útero cresce, ele comprime as veias da pelve. Isso dificulta o retorno do sangue das pernas para o coração.

O resultado pode ser o acúmulo de líquido nos tecidos, especialmente nos membros inferiores.

Esse processo é chamado de edema fisiológico da gestação.

Inchaço no primeiro trimestre: o que é normal?

No início da gravidez, o inchaço costuma ser discreto.

Algumas mulheres percebem:

  • Sensação leve de retenção de líquidos.

  • Inchaço nas mamas.

  • Pequena distensão abdominal.

O edema intenso não é comum nesse período.

Se houver inchaço importante, principalmente associado a dor ou mal-estar, a avaliação médica é recomendada.

Inchaço no segundo trimestre: o que pode acontecer?

No segundo trimestre, o crescimento do útero se torna mais evidente.

Com isso, pode surgir:

  • Inchaço leve em pés e tornozelos.

  • Sensação de peso nas pernas.

  • Marcas mais visíveis de meias ou sandálias.

Esse inchaço tende a piorar no fim do dia e em dias quentes.

Desde que seja gradual, bilateral e sem outros sintomas, costuma ser considerado esperado.

Inchaço no terceiro trimestre: por que ele aumenta?

No terceiro trimestre, o inchaço tende a se intensificar.

O útero maior exerce mais pressão sobre as veias da pelve. Isso dificulta ainda mais o retorno venoso.

É comum observar:

  • Pés e tornozelos bastante inchados ao final do dia.

  • Inchaço nas mãos.

  • Dificuldade para usar anéis.

Mesmo sendo frequente, o inchaço deve ser monitorado nas consultas de pré-natal.

Mudanças súbitas merecem atenção.

Quando o inchaço é sinal de alerta?

Alguns sinais indicam que o inchaço pode não ser apenas fisiológico.

Procure avaliação médica se houver:

  • Inchaço súbito no rosto e nas mãos.

  • Dor de cabeça intensa.

  • Alterações na visão.

  • Aumento da pressão arterial.

  • Inchaço em apenas uma perna com dor na panturrilha.

O inchaço acompanhado de pressão alta pode estar relacionado à pré-eclâmpsia.

Já o inchaço unilateral e doloroso pode sugerir trombose venosa profunda.

Essas condições exigem avaliação imediata.

Como aliviar o inchaço com segurança?

Algumas medidas podem ajudar a reduzir o desconforto:

  • Elevar as pernas ao descansar.

  • Evitar longos períodos em pé ou sentada.

  • Manter hidratação adequada.

  • Praticar atividade física leve, com orientação médica.

  • Usar meias de compressão quando indicado.

Evite a automedicação ou o uso de chás e suplementos sem orientação profissional.

O papel do pré-natal no controle do inchaço

O acompanhamento pré-natal é essencial para monitorar o inchaço ao longo da gravidez.

Durante as consultas, o profissional avalia:

  • Pressão arterial.

  • Ganho de peso.

  • Presença de edema.

  • Exames laboratoriais.

Essa vigilância permite identificar precocemente possíveis complicações.

Na maioria dos casos, o inchaço faz parte das adaptações normais da gestação. Ainda assim, deve ser observado com atenção.

Informação de qualidade e acompanhamento regular são as melhores formas de garantir segurança para mãe e bebê.

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