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IgNobel: Bolsonaro e Trump ganham prêmio de mais irrelevantes da ciência por gestão da pandemia

Presidentes criticaram isolamento social e defenderam remédio sem comprovação científica ao longo da crise sanitária; líderes do México, Índia e Bielorrússia também receberam 'homenagem'

18 set 2020
10h34
atualizado às 18h48
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WASHINGTON - O presidente brasileiro Jair Bolsonaro e o americano Donald Trump estão entre os vencedores da 30ª edição do Prêmio IgNobel, que aponta os fatos mais irrelevantes ou inusitados da ciência mundial. A "homenagem" foi feita nessa quinta-feira, 17, pela condução da crise da pandemia do novo coronavírus por esses governantes.

Os dois países concentram cerca de 405 mil mortes pela covid-19, o que representa 35 % das vítimas registradas em todo o planeta. Em número de contaminados pela doença, os Estados Unidos e o Brasil estão em primeira e terceira posição, respectivamente, no ranking mundial, e juntos já ultrapassaram mais de 11 milhões de infectados. Ao longo da maior crise sanitária do último século, Bolsonaro e Trump foram alvo de críticas de especialistas ao refutarem o isolamento social para frear o contágio e defender a cloroquina contra o coronavírus, embora as pesquisas provem que o remédio não tem eficácia contra a doença.

Em uma cerimônia virtual e não desde sua sede tradicional, o Teatro Sanders da Universidade de Harvard (EUA), também ganharam esse "prêmio" na categoria Educação Médica os líderes Andrés Manuel López Obrador (México) Aleksandr Lukashenko (Bielorrússsia), Narendra Modi (Índia), Vladímir Putin (Rússia), Gurbanguly Berdimuhamedow (Turcomenistão).

"Os ganhadores não puderam ou não quiseram nos acompanhar esta noite", disse o apresentador, recordando em 2013 Lukashenko já havia recebido o IgNobel da Paz por "proibir o aplauso em público". No lugar de espectadores, uma réplica animada do teatro se encheu de insetos que lançavam aviões de papel e aplaudiam.

Outras categorias do Prêmio Ignobel

Neste ano, a categoria Paz do Prêmio Ignobel foi para os governos da Índia e do Paquistão por deixarem seus diplomatas tocarem as campainhas uns dos outros no meio da noite e depois fugirem, antes que alguém tivesse a chance de abrir a porta.

Já a categoria Acústica ficou com pesquisadores da Áustria, Suécia, Japão, Estados Unidos e Suíça por induzirem o grito de uma fêmea de crocodilo após inalar gás hélio. Uma equipe de pesquisadores do Canadá e dos Estados Unidos também ganharam o Prêmio Ignobel, na área de Psicologia, por desenvolverem um método que identifica pessoas narcisistas por meio das sobrancelhas.

O prêmio de Economia, por sua vez, foi recebido por um grupo de especialistas de diferentes países que tentaram quantificar a relação entre a desigualdade de renda das nações e a quantidade média de beijos. Os vencedores, ao contrário do Nobel tradicional, foram gratificados apenas com prêmios simbólicos. / Com EFE

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