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É possível correr 100 metros em 13 segundos aos 70 anos?

O avanço da idade costuma vir acompanhado de mudanças no corpo que muitas pessoas notam no dia a dia. Subir escadas fica mais cansativo.

5 fev 2026 - 08h31
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O avanço da idade costuma vir acompanhado de mudanças no corpo que muitas pessoas notam no dia a dia. Subir escadas fica mais cansativo. Carregar sacolas parece exigir mais esforço. Tarefas simples passam a demandar pausas maiores. Entre os fatores que explicam essa mudança, está a perda de força muscular. A medicina e a fisiologia do exercício já estudam esse processo há muito tempo. Portanto, entender por que isso acontece representa o primeiro passo para cuidar melhor do próprio corpo aos 60, 70 anos ou mais.

Especialistas afirmam que a questão não se limita à estética ou à aparência física. A manutenção da massa muscular se relaciona diretamente à autonomia e à mobilidade. Além disso, esse cuidado reduz o risco de quedas e fraturas. Em 2025, a população mundial envelhece rapidamente. Por isso, cresce o interesse por estratégias que permitam chegar aos 65 anos com um tônus muscular semelhante ao de alguém de meia-idade. Contudo, cada pessoa precisa respeitar seus limites individuais e seguir orientação profissional adequada.

Por que a força muscular diminui com o passar do tempo?

A perda de massa e força muscular associada ao envelhecimento recebe o nome de sarcopenia. Esse processo geralmente começa de forma discreta a partir dos 30 anos. Depois disso, ele se intensifica após os 50, principalmente quando não há prática regular de atividade física. Nesse período, o corpo passa por alterações hormonais importantes. A produção de testosterona, estrogênio e hormônio do crescimento diminui. Esses hormônios influenciam diretamente a síntese de proteínas musculares e, consequentemente, a força.

Além disso, ocorre uma redução gradual no número e no tamanho das fibras musculares. Esse efeito atinge sobretudo as fibras de contração rápida, que executam movimentos explosivos, como pular ou correr. Com o avanço da idade, o sistema nervoso também muda e recruta essas fibras com menos eficiência. Como resultado, a potência dos movimentos diminui. Somam-se a isso vários fatores de estilo de vida. O sedentarismo reduz o estímulo mecânico sobre o músculo. A alimentação pobre em proteínas dificulta a recuperação das fibras. O sono insuficiente atrapalha a liberação hormonal. Além disso, doenças crônicas, como diabetes e inflamações de baixo grau, aceleram a perda de tônus muscular.

Outro ponto relevante envolve a diminuição espontânea do nível de atividade cotidiana. Com o tempo, muitas pessoas caminham menos. Elas também reduzem brincadeiras com familiares, trabalhos manuais e outras tarefas físicas. Essa redução, somada a um metabolismo mais lento, favorece o acúmulo de gordura. Paralelamente, o corpo perde músculo de forma progressiva. Assim, não apenas a idade cronológica importa. O conjunto de hábitos adotados ao longo da vida exerce papel decisivo no quadro muscular e funcional.

É possível ter, aos 65 anos, o mesmo tônus muscular de uma pessoa de 35?

Ter aos 65 anos um tônus muscular comparável ao de uma pessoa de 35 depende de vários fatores. O histórico de saúde influencia o potencial de ganho. A genética também pesa na resposta ao treinamento. Além disso, a rotina de exercícios e a alimentação exercem grande impacto nos resultados. O acesso a acompanhamento profissional adequado completa esse cenário. Estudos recentes em fisiologia do envelhecimento mostram resultados animadores. Pessoas idosas treinadas podem apresentar força e massa muscular semelhantes às de adultos mais jovens sedentários. Em alguns casos, elas superam esses adultos em capacidade física. Esse achado indica que a idade, isoladamente, não determina fragilidade.

Em termos práticos, especialistas observam alguns pontos importantes. Indivíduos de 60 ou 70 anos que mantêm programas consistentes de treinamento de força costumam preservar boa parte da musculatura. Quando eles combinam esse treino com alimentação adequada, também mantêm alta capacidade funcional. Pesquisadores já registraram praticantes de musculação com mais de 70 anos com composição corporal comparável à de adultos de meia-idade. No entanto, cada organismo responde de forma distinta aos estímulos. Por isso, tentar igualar-se exatamente a um padrão de 35 anos pode não representar meta realista para todos.

Como manter a força muscular aos 65 anos?

  • Treinamento de força: exercícios com pesos livres, máquinas, elásticos ou até o próprio peso corporal ajudam a manter a musculatura ativa. Agachamentos, flexões na parede, remadas com elástico e levantamento de objetos do dia a dia entram como exemplos práticos. A progressão cuidadosa de carga e volume reduz o risco de lesões e mantém a evolução.
  • Atividades aeróbias: caminhadas, pedaladas leves, natação ou dança favorecem a saúde cardiovascular. Além disso, essas práticas complementam o trabalho muscular e melhoram a resistência geral. A combinação de estímulos aeróbios e de força cria base sólida para a autonomia na velhice.
  • Flexibilidade e equilíbrio: práticas como pilates e alongamentos aumentam a amplitude de movimento. Exercícios de apoio em uma perna treinam o controle postural. Dessa forma, a pessoa reduz o risco de quedas e melhora o controle dos movimentos no dia a dia.

No campo da alimentação, o consumo adequado de proteínas ao longo do dia se torna um dos pilares para manter massa muscular. Fontes como carnes magras, ovos e laticínios oferecem aminoácidos essenciais. Leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico, também contribuem com boas quantidades de proteína vegetal. Oleaginosas complementam esse aporte e fornecem gorduras benéficas. Além disso, a ingestão de calorias precisa se manter suficiente. Dietas muito restritivas podem levar o corpo a usar o próprio músculo como fonte de energia. Esse efeito ocorre com frequência em idosos que restringem demais a alimentação. Portanto, o equilíbrio entre calorias, proteínas e micronutrientes assume papel crucial.

Quais hábitos ajudam a preservar o tônus muscular na terceira idade?

  1. Priorizar o sono: manter horários regulares para dormir e acordar ajuda o relógio biológico. Reduzir o uso de telas à noite diminui a exposição à luz azul. Criar um ambiente adequado no quarto, com pouca luz e pouco ruído, também melhora a qualidade do descanso.
  2. Evitar o sedentarismo prolongado: levantar-se com frequência ao longo do dia ativa a circulação. Caminhar dentro de casa cria pequenos estímulos de movimento. Subir alguns lances de escada, quando possível, estimula a musculatura das pernas e melhora o condicionamento.
  3. Controlar doenças crônicas: seguir o tratamento de condições como hipertensão, diabetes e artrite preserva a capacidade de se exercitar. Consultas regulares permitem ajustar medicamentos e evitar complicações. Dessa forma, a pessoa mantém espaço para treinos seguros e eficazes.
  4. Manter acompanhamento profissional: consultas regulares com médicos, nutricionistas e fisioterapeutas ajudam a ajustar treinos e alimentação. Esses profissionais também detectam sinais de sobrecarga ou deficiência nutricional. Assim, eles adaptam o plano de ação antes que surjam problemas maiores.
  5. Incluir movimento na rotina: cuidar do jardim, brincar com netos e fazer pequenas caminhadas ao ar livre mantêm o corpo ativo. Essas atividades também melhoram o humor e reduzem o estresse. Com isso, a pessoa aumenta o gasto energético diário e preserva o tônus muscular de forma mais natural.
Corrida de rua – depositphotos.com / Daxiao_Productions
Corrida de rua – depositphotos.com / Daxiao_Productions
Foto: Giro 10
Giro 10
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