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Dor crônica e academia: a musculação ajuda quem tem fibromialgia?

Exercícios de força podem trazer benefícios para pessoas com fibromialgia quando praticados de forma gradual e adaptada às limitações individuais

8 jun 2026 - 14h36
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Conviver com dores constantes é um dos principais desafios enfrentados por quem tem fibromialgia. A síndrome crônica costuma provocar dores generalizadas pelo corpo, fadiga, alterações no sono e impactos significativos na qualidade de vida.

A prática de musculação pode fazer parte do tratamento da fibromialgia quando realizada com orientação adequada
A prática de musculação pode fazer parte do tratamento da fibromialgia quando realizada com orientação adequada
Foto: Shutterstock / Sport Life

Por muito tempo, acreditou-se que pessoas com fibromialgia deveriam evitar atividades físicas intensas. Hoje, porém, sabe-se que o sedentarismo pode agravar os sintomas e reduzir ainda mais a capacidade funcional.

Nesse contexto, a musculação tem ganhado espaço como uma importante aliada no controle da condição.

O que é a fibromialgia?

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada principalmente pela presença de dor generalizada no corpo. Além disso, também pode estar associada a sintomas como:

  • Fadiga persistente;
  • Distúrbios do sono;
  • Dificuldades de concentração;
  • Alterações de humor;
  • Sensibilidade aumentada à dor.

Embora as causas exatas ainda não sejam totalmente compreendidas, estudos indicam que a condição está relacionada a alterações na forma como o sistema nervoso processa os estímulos dolorosos.

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Quem tem fibromialgia pode fazer musculação?

Sim. A musculação pode ser praticada por pessoas com fibromialgia e, em muitos casos, faz parte das estratégias utilizadas para melhorar a qualidade de vida.

O fortalecimento muscular contribui para aumentar a resistência física, melhorar a funcionalidade do corpo e reduzir as limitações causadas pelas dores crônicas.

Além disso, a prática regular de exercícios está associada à melhora do condicionamento físico, da disposição e até da qualidade do sono.

Quais são os benefícios?

Quando realizada de forma adequada, a musculação pode proporcionar diversos benefícios para quem convive com a síndrome.

Entre eles estão:

  • Aumento da força muscular;
  • Melhora da mobilidade;
  • Redução do sedentarismo;
  • Ganho de autonomia para atividades diárias;
  • Melhora da disposição física;
  • Auxílio no controle do estresse.

Os exercícios também podem ajudar a reduzir a sensação de incapacidade frequentemente associada às dores crônicas.

Quais cuidados são necessários?

Apesar dos benefícios, a musculação para pessoas com fibromialgia exige alguns cuidados.

O principal deles é respeitar os limites do próprio corpo. Exercícios muito intensos ou aumentos bruscos de carga podem provocar desconforto e piora temporária dos sintomas.

Por isso, a recomendação costuma ser iniciar os treinos de forma gradual, com progressão lenta da intensidade.

Também é importante observar fatores como:

  • Frequência dos treinos;
  • Tempo de recuperação;
  • Nível de fadiga;
  • Presença de dores mais intensas em determinados períodos.

A musculação deve ser a única atividade?

Nem sempre. Muitas vezes, os melhores resultados aparecem quando a musculação é combinada com outras práticas físicas.

Atividades como caminhada, exercícios aeróbicos leves, alongamentos, hidroginástica e exercícios de mobilidade também costumam ser recomendadas para auxiliar no controle dos sintomas.

O mais importante é manter uma rotina ativa e sustentável no longo prazo.

Exercício é parte do tratamento

Embora não exista cura para a fibromialgia, a adoção de hábitos saudáveis pode contribuir significativamente para o controle da condição.

A prática regular de atividade física, incluindo a musculação, faz parte das estratégias que ajudam a preservar a funcionalidade, melhorar a qualidade de vida e reduzir os impactos da dor crônica no dia a dia.

Por isso, abandonar o sedentarismo e encontrar uma atividade compatível com suas necessidades pode ser um passo importante para conviver melhor com a síndrome.

Sport Life
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