Aos apreciadores de refrigerante, uma má notícia. De acordo com um estudo da Universidade de Lund, na Suécia, homens que bebem 300 ml por dia (pouco menos de uma lata padrão, que contém 350 ml) podem aumentar o risco de câncer de próstata agressivo em 40%. Dieta rica em massas, arroz e cereais açúcarados pode levar à maior probabilidade de uma forma mais branda da doença. Os dados são do jornal Daily Mail.
Os cientistas analisaram a saúde de mais de 8 mil voluntários entre 45 a 73 anos, por uma média de 15 anos. No fim da pesquisa, compararam os hábitos alimentares dos que receberam diagnóstico de câncer de próstata com os dos que permaneceram saudáveis. A possível explicação é que o açúcar provoca a liberação do hormônio insulina, que alimenta os tumores. Bebidas dietéticas, chá e café com açúcar não foram incluídos no levantamento.
A equipe disse que, embora a genética desempenhe um papel grande no câncer de próstata, a alimentação também parece ser importante. No entanto, acrescenta que mais pesquisas são necessárias para comprovar a ligação.
O especialista britânico, Iain Frame, diretor de pesquisa da instituição Câncer de Próstata no Reino Unido, pede cautela com a descoberta. “Nós não podemos ter certeza se algum padrão particular de dieta tem um impacto significativo sobre o risco de um homem contrair câncer de próstata, mas é altamente improvável que qualquer apenas uma fonte de alimento vá levar a uma maior chance de desenvolver a doença”, falou Frame.
Homens acima de 50 anos, tabagistas e alcoólatras eram as maiores vítimas dos cânceres de boca e orofaringe - região atrás da língua, o palato e as amígdalas. Porém o cenário vem mudando gradativamente, tanto em número de casos quanto em relação ao perfil das pessoas mais afetadas.
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Ocorre que, hoje, a doença também atinge jovens -entre 30 e 45 anos- de ambos os sexos, que não fumam nem bebem em excesso, mas praticam sexo oral desprotegido. Isso porque o HPV -papilomavírus humano-, que é transmitido sexualmente, está diretamente ligado a cada vez mais casos de câncer de cabeça e pescoço.
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Segundo uma pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da USP com 1.475 pacientes, 72 por cento dos casos de câncer de cabeça e pescoço apresentou o vírus HPV do tipo 16 - o mais relacionado ao desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço. Nas avaliações mais antiga, feitas entre os anos 1998 e 2003, o índice encontrado foi de 55 por cento, um aumento de 17 pontos porcentuais.
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Um estudo do International Journal of Epidemiology mostra que, quanto maior o número de parceiras com as quais pratica sexo oral e quanto mais precoce for o início da vida sexual, mais risco o homem terá de desenvolver câncer causado pelo HPV. Para o oncologista, Ricardo Caponero, da Clinonco, parte desse aumento pode ser atribuída a mudanças no comportamento sexual. Ainda não se fala sobre esse assunto e por isso a conscientização é praticamente nula, diz.
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Existem duas vacinas contra o HPV. Uma delas, a bivalente, protege contra dois tipos de vírus, mais associados ao câncer de colo do útero - o 16 e o 18. A quadrivalente também previne contra os tipos 6 e 11, presentes em casos de verrugas genitais. A vacina contra HPV foi aprovada para uso em mulheres de 9 a 26 anos, e, de preferência, deve ser administrada antes do início da vida sexual. A posologia recomendada é de três doses ao custo médio de R$ 300 cada dose.
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