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Células-tronco aceleram recuperação de lesões no esporte, entenda

Conheça o tratamento com células-tronco que o jogador Alexsander do Atlético-MG utilizou

12 fev 2026 - 19h20
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O volante Alexsander iniciou um tratamento moderno para recuperar uma lesão no joelho esquerdo. O jogador do Atlético-MG sofreu uma ruptura total do ligamento colateral medial. O episódio ocorreu em partida contra o Pouso Alegre há cerca de uma semana.

Conheça o tratamento com células
Conheça o tratamento com células
Foto: tronco - Foto Ilustrativa (Reprodução/Atlético) / Sport Life

O departamento médico do clube optou pelo tratamento conservador. A cirurgia foi descartada para este momento. A estratégia foca na regeneração biológica do tecido lesionado.

Como funciona o uso de células-tronco no esporte

O procedimento utiliza células do próprio atleta aplicadas na região afetada. O objetivo é estimular a cicatrização natural e acelerar o reparo dos tecidos. Essa técnica tem se tornado comum no esporte de alto rendimento para reduzir o tempo de afastamento.

O Dr. Luiz Felipe Carvalho é diretor do Departamento de Pesquisas com Células Tronco do Centro de Pesquisa e Análises Heráclito (CPAH). Ele explica o crescimento dessa abordagem na medicina esportiva atual.

"As células-tronco são cada vez mais utilizadas para acelerar a recuperação de lesões, especialmente em atletas, porque atuam estimulando os mecanismos naturais de regeneração do próprio organismo", afirma o especialista.

Segurança e regeneração biológica

O tratamento busca reorganizar as fibras do ligamento e reduzir inflamações. O uso de células autólogas, retiradas do próprio paciente, garante maior segurança ao processo. Isso elimina riscos de rejeição e potencializa a resposta do corpo ao dano sofrido. O foco é uma cicatrização mais eficiente e estruturada.

"Quando utilizamos células autólogas, ou seja, do próprio atleta, o objetivo é potencializar a cicatrização biológica, respeitando o tempo do corpo, mas oferecendo um estímulo mais eficiente à recuperação", explica o Dr. Luiz Felipe Carvalho.

O histórico de lesões de Alexsander

O histórico físico do volante influenciou a escolha por um tratamento criterioso. Alexsander já lesionou o mesmo ligamento em maio de 2023 no Fluminense.

Na ocasião o afastamento durou cerca de um mês. No ano passado o atleta enfrentou problema similar no joelho direito. A repetição de lesões em um curto período exige atenção redobrada dos médicos e fisioterapeutas.

Foco na reabilitação completa

O Atlético-MG ainda não divulgou um prazo oficial para o retorno do volante. Especialistas reforçam que a pressa pode ser prejudicial em casos recorrentes.

A prioridade é a recuperação total da função da articulação do joelho. O sucesso do tratamento depende de uma reabilitação sólida para evitar novos incidentes nos gramados.

"Não se trata apenas de voltar a jogar o mais rápido possível, mas sim de recuperar a função completa da articulação e reduzir o risco do aparecimento de novas lesões no futuro", reforça o médico.

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