Anvisa determina recolhimento de esmaltes em gel da marca Impala por substância proibida; veja itens
Ingrediente foi banido após pesquisas com animais indicarem prejuízos à fertilidade
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira, 16, o recolhimento de esmaltes em gel da marca Impala.
A medida abrange os esmaltes das linhas Plus Gel/Gel Plus (todos os lotes) e Top Coat Impala Gel Plus Clear (todos os lotes).
Segundo a agência, os produtos contêm uma substância proibida em cosméticos, itens de higiene pessoal e perfumes no Brasil: o Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide (TPO).
Os esmaltes são fabricados pelo Laboratório Avamiller de Cosméticos, que comunicou à Anvisa o recolhimento voluntário dos produtos.
Em nota, a Impala afirma que iniciou o recolhimento dos itens fora do novo padrão estabelecido pela Anvisa. "Cabe destacar que os referidos produtos foram desenvolvidos e comercializados em conformidade com o marco regulatório vigente à época de sua fabricação e comercialização, tendo sido a medida adotada pela empresa motivada pela posterior atualização normativa que alterou os critérios de utilização da referida substância em cosméticos", diz.
A Impala afirma que atuou "de forma intensa junto a distribuidores, varejistas e parceiros comerciais para promover a retirada dos itens abrangidos pela medida, observando os procedimentos e prazos aplicáveis" e que continua à disposição das autoridades sanitárias.
A empresa recomenda a consumidores que possuam algum dos produtos abrangidos pela medida que entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações e esclarecimentos adicionais. O telefone é 0800 541 2595.
Proibição do TPO
O TPO foi proibido em outubro do ano passado, após estudos em animais apontarem que ele é tóxico para a reprodução, ou seja, pode prejudicar a fertilidade. Desde a proibição, empresas e estabelecimentos tiveram um prazo de 90 dias para encerrar a venda de produtos com a substância.
"Cabe reforçar que os eventos adversos dessas substâncias estão, em geral, associados a exposições repetidas e prolongadas, de modo que contatos ocasionais ou pouco frequentes representam risco significativamente menor, o que, contudo, não afasta a necessidade de uma medida tempestiva de proibição dessas substâncias, cumprindo nosso papel de proteção da saúde com a edição da medida de precaução ora proposta", disse Daniela Marreco, diretora da Anvisa, ao votar na reunião da diretoria colegiada que estipulou a proibição.
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