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Nem todo estresse é ruim: saiba identificar o limite e quando buscar ajuda

Brasil bate recorde de afastamentos por saúde mental; psiquiatra explica a diferença entre estresse produtivo e esgotamento

14 abr 2026 - 18h14
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O estresse faz parte da rotina, mas o Brasil vive um cenário crítico. Em 2025, o país registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais.

Saiba como identificar o limite do estresse
Saiba como identificar o limite do estresse
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Para o psiquiatra doutor pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Dr. Daniel Sócrates, é vital diferenciar o estresse que impulsiona daquele que adoece. Entenda como proteger sua mente sem perder a performance.

Estresse produtivo x Estresse tóxico

O estresse positivo acontece em momentos de desafio, como um novo projeto ou uma meta. Ele melhora o foco, a energia e a capacidade de tomada de decisão.

O problema surge quando esse estado de alerta se torna constante. "O organismo não foi feito para viver em alerta permanente", alerta o Dr. Daniel Sócrates.

Sinais de que você ultrapassou o limite

O estresse crônico pode evoluir para ansiedade generalizada e burnout. Fique atento aos sinais que indicam que o estresse deixou de ser funcional:

  • Cansaço persistente: sentir-se exausto mesmo após o descanso;

  • Irritabilidade: dificuldade de concentração e impaciência constante;

  • Alterações no sono: dificuldade para dormir ou sono que não restaura;

  • Queda de desempenho: perda de prazer em atividades que antes eram comuns.

Impacto do cortisol no cérebro

Do ponto de vista biológico, o estresse prolongado libera cortisol continuamente. Esse hormônio em excesso prejudica a memória, o foco e a regulação emocional.

Com o tempo, o cérebro entra em "modo de sobrevivência". Isso reduz a criatividade e a clareza mental, afetando diretamente a produtividade sustentável.

Como manter a performance sem adoecer

Alta performance não deve significar exaustão constante. O Dr. Daniel Sócrates sugere estratégias práticas para proteger a saúde mental no dia a dia:

  1. Diferencie urgência de excesso: nem tudo precisa de solução imediata;

  2. Estabeleça pausas reais: intervalos sem estímulos ajudam o cérebro a se recuperar;

  3. Observe seu corpo: cansaço que não passa é um sinal de alerta sério;

  4. Procure ajuda especializada: a intervenção precoce evita que o quadro se agrave.

"Alta performance sustentável é sobre saber a hora de parar e se recuperar", aponta o especialista. Não espere o esgotamento total para cuidar da sua mente.

Saúde em Dia
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