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Borderline e erotomania: os alertas da novela 'Quem Ama Cuida'

O comportamento obsessivo da personagem de Tatá Werneck na novela das nove acendeu o debate sobre saúde mental

1 jul 2026 - 14h31
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Resumo
A novela da Globo 'Quem Ama Cuida' despertou discussões sobre saúde mental com a personagem Brigitte, que apresenta comportamentos obsessivos ligados a transtornos como o borderline e a erotomania. Esses quadros, que envolvem instabilidade emocional e delírios amorosos, destacam a importância do diagnóstico correto e do tratamento especializado. 🧠

A novela "Quem Ama Cuida", escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, tem conquistado o público da Rede Globo.

Confira a relação entre as duas condições psicológicas
Confira a relação entre as duas condições psicológicas
Foto: Globo/Manoella Mello / Saúde em Dia

Entre os destaques da trama está a personagem Brigitte, interpretada pela atriz Tatá Werneck.

Com uma personalidade obsessiva e comportamentos altamente impulsivos, Brigitte acendeu um importante alerta sobre saúde mental fora das telas.

As atitudes extremas da personagem geram debates entre os telespectadores.

Afinal, a obsessão amorosa e a impulsividade podem indicar condições psiquiátricas reais. 

O que é o Transtorno de Personalidade Borderline?

O Transtorno de Personalidade Borderline é caracterizado por uma intensa instabilidade emocional.

Pessoas com TPB sofrem com mudanças abruptas de humor e têm dificuldade em controlar os impulsos.

O medo crônico e paranoico do abandono é a principal engrenagem desse transtorno.

Na tentativa de evitar a rejeição, o indivíduo pode adotar comportamentos extremos e obsessivos.

Os relacionamentos interpessoais costumam ser caóticos, oscilando rapidamente entre o amor profundo e o ódio absoluto. 

A impulsividade vista em tela reflete exatamente essa urgência emocional de preencher um vazio interno.

O que é a erotomania?

A erotomania é um tipo de transtorno delirante. Nele, o paciente tem a convicção inabalável de que outra pessoa está romanticamente apaixonada por ele.

Geralmente, o alvo do delírio é alguém de status social mais elevado, como uma celebridade, um chefe ou um médico.

Mesmo diante de evidências contrárias, a pessoa erotomaníaca não muda de ideia. Ela interpreta gestos simples, olhares casuais ou postagens em redes sociais como mensagens secretas de amor.

Esse comportamento gera perseguições, ligações insistentes e tentativas perigosas de aproximação forçada.

Qual é a relação entre borderline e erotomania?

Embora sejam diagnósticos psiquiátricos diferentes, o transtorno borderline e a erotomania podem caminhar juntos. A relação principal está na busca desesperada por afeto e na rejeição da realidade.

  • Idealização extrema: O paciente borderline tende a idealizar os parceiros. Se essa idealização evoluir para um delírio fixo, abre-se espaço para a erotomania.

  • Mecanismo de defesa: O medo do abandono no TPB é tão doloroso que a mente pode criar a ilusão de que o outro é completamente apaixonado por ela. Isso funciona como uma blindagem psicológica contra a rejeição.

  • Obsessão e perseguição: A impulsividade do borderline somada à certeza do delírio erotomaníaco resulta em comportamentos de assédio e vigilância constante.

A importância do diagnóstico correto

A representação de transtornos mentais na ficção ajuda a quebrar tabus, mas exige cuidado.

Na vida real, comportamentos como os de Brigitte não devem ser romantizados ou vistos apenas como alívio cômico. Eles causam sofrimento profundo ao paciente e às pessoas ao redor.

O tratamento para ambas as condições exige acompanhamento psiquiátrico e psicoterápico rigoroso.

O uso de medicamentos estabilizadores de humor e antipsicóticos ajuda a conter os delírios e a impulsividade. 

Se você ou alguém próximo apresenta sinais de fixação obsessiva, busque a ajuda de um profissional de saúde mental.

Saúde em Dia
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