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5 dicas da psicanálise para encontrar a verdadeira felicidade

Descubra como pequenas mudanças internas podem transformar sua experiência de vida e trazer mais equilíbrio emocional

20 mar 2026 - 18h00
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Celebrado em 20 de março, o Dia Internacional da Felicidade convida à reflexão sobre o que realmente significa ser feliz. Em um cenário em que o Brasil aparece entre os países com altos índices de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde, cresce também a sensação de vazio, inclusive entre pessoas que já alcançaram conquistas pessoais e profissionais.

Encontrar equilíbrio entre ego, relações e propósito é o caminho para uma vida mais plena e feliz
Encontrar equilíbrio entre ego, relações e propósito é o caminho para uma vida mais plena e feliz
Foto: Roman Samborskyi | Shutterstock / Portal EdiCase

Para o psicanalista Lucas Scudeler, isso acontece porque há uma confusão comum entre prazer e sentido. "A felicidade não está nas conquistas em si, mas na coerência interna. Muitas pessoas estão vivendo para fora, guiadas por validação, e desconectadas de si mesmas, enquanto a felicidade real é um estado de ausência de desejo e aceitação do momento presente", explica.

A seguir, Lucas Scudeler apresenta cinco passos práticos, com base na psicanálise, para construir uma felicidade mais consistente e duradoura. Confira!

1. Pare de confundir prazer com sentido

Segundo o especialista, a sociedade condiciona as pessoas a viverem no hedonismo ou na via animal, assim chamado por ele. Isto é, a busca incessante por estímulos rápidos e prazer. "Isso gera apenas alívio passageiro e vício. A verdadeira felicidade vem da 'via iluminativa', que é o desenvolvimento de virtudes", pontua.

2. Reconstrua os seus relacionamentos

Embora muitas pessoas sintam vazio emocional, Lucas Scudeler faz um alerta importante: o relacionamento consigo mesmo não é o eixo principal da vida, mas ocupa um lugar essencial dentro da chamada Tríade das Prioridades. "Existe uma ordem: primeiro o Sagrado, depois você, e só então o outro. Quando essa hierarquia se inverte, a vida desorganiza", explica.

Ao parar de atender às exigências do ego, surge mais espaço para viver com autenticidade
Ao parar de atender às exigências do ego, surge mais espaço para viver com autenticidade
Foto: chayanuphol | Shutterstock / Portal EdiCase

3. Liberte-se das máscaras sociais

Outro ponto central é o conflito entre conquistas externas e identidade interna. Muitas pessoas evoluem na vida prática, mas continuam presas a personas, utilizando máscaras sociais. "O vazio surge quando a pessoa vive trocando de máscaras para agradar a sociedade ou grupos, perdendo sua autenticidade e sendo dominada pelos mecanismos de defesa do ego", diz o psicanalista.

Ele orienta a refletir sobre questões como: para quem você ainda sente que precisa provar algo? Qual versão sua ainda está no controle das suas decisões? Essas respostas ajudam a revelar padrões inconscientes que sabotam a sensação de realização.

4. Crie uma verticalização dos sentidos da vida

Para o especialista, a construção de um sentido de vida mais profundo é indispensável para sustentar a felicidade. Essa verticalização, isto é, saber qual sentido da vida é o mais importante, não precisa estar ligada à religião, mas deve envolver algo que transcenda o indivíduo e organize suas escolhas. Na prática, ele sugere definir valores inegociáveis, alinhar decisões a esses princípios e eliminar o que não sustenta essa base. Esse direcionamento traz mais clareza e estabilidade emocional.

5. Pare de viver uma vida confortável e comece uma vida verdadeira

Lucas Scudeler destaca que a vida moderna nos treina a buscar sempre o conforto, o que gera ansiedade e tédio. Relações mornas, rotinas seguras e versões editadas de si mesmo são sinais comuns desse cenário. O especialista sugere que as pessoas se "autodesafiem", pois, segundo ele, para viver uma vida verdadeira, é preciso buscar o desconforto voluntário e ter a coragem de quebrar hábitos no dia a dia.

O psicanalista conclui que a felicidade não deve ser tratada como uma meta isolada, mas como uma decisão. "Não é um lugar onde se chega, mas uma escolha diária de ser grato e presente, independentemente das circunstâncias externas", finaliza.

Por Yasmin Santos

Portal EdiCase
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