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Qual a quantidade máxima de cafeína recomendada por dia?

A substância é considerada a droga mais popular e consumida no mundo

28 fev 2024 - 18h39
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A Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda que crianças e adolescentes consumam cafeína
A Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda que crianças e adolescentes consumam cafeína
Foto: iStock / Jairo Bouer

A cafeína é considerada a droga mais popular e consumida no mundo e boa parte desta fama está no fato de a substância ser componente de diversos tipos de bebidas, como as energéticas, refrigerantes, chocolates, chá mate ou chá preto, além do próprio café.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um adulto não deve consumir mais do que 400 mg de cafeína diariamente (o equivalente a quatro xícaras de café). Entre crianças e adolescentes, não existe um consenso ou recomendação de caráter mundial que estabeleça quais os limites da ingestão. 

Segundo Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o consumo da cafeína por crianças e adolescentes não traz benefícios à saúde e, pelo contrário, pode até mesmo trazer certos riscos, como o de interferir no desenvolvimento neurocognitivo, influenciar no sistema cardiovascular e causar dependência. 

A entidade alerta que as crianças e os adolescentes são mais propensos aos efeitos agudos da cafeína e apresentam um maior risco de intoxicação. Por não terem sido expostos cronicamente à substância, os jovens não têm tolerância farmacológica e, por essa razão, as doses de cafeína consideradas seguras para essa parcela da população são bem menores.

Mitos e verdades sobre cafeína

Para saber um pouco mais sobre a cafeína, conheça alguns mitos e verdades sobre esse estimulante tão popular: 

1. Os efeitos da cafeína duram horas 

Verdade. Os efeitos da cafeína permanecem muito tempo depois de uma pessoa terminar uma xícara de café, podendo levar de cinco a seis horas para o corpo eliminar apenas metade da cafeína consumida. É por essa razão que tomar uma xícara de café à tarde é capaz de afetar o sono de uma pessoa. Além disso, em pessoas mais sensíveis à cafeína, os efeitos podem durar ainda mais tempo.

2. A sensibilidade à cafeína diminui com o envelhecimento

Mito. Os idosos podem ser mais sensíveis à cafeína porque seus corpos levam mais tempo para processá-la.

3. Cafeína pode agravar sintomas de ansiedade

Verdade. De acordo com o National Institute of Mental Health, quem sofre com transtornos de ansiedade deve evitar a cafeína, porque ela pode acabar agravando os sintomas, que incluem preocupação exagerada e tensão.  

4. Cafeína ajuda uma pessoa a ficar sóbria 

Mito. Ao contrário do que muitos pensam, a cafeína não ajuda ninguém que está embriagado a ficar sóbrio. Inclusive, essa é uma combinação arriscada. Por um lado, a cafeína é um estimulante capaz de deixar o organismo em estado de alerta e fazer com que fiquemos menos cansados. Em contrapartida, o álcool inicialmente é um estimulante, mas depois ele produz o efeito contrário da cafeína, deixando os indivíduos sonolentos e cansados. Assim, juntar esses dois pode gerar no cérebro uma falsa sensação de segurança, ou seja, as pessoas acreditam estar mais despertas e menos bêbadas. Mas não é isso o que acontece de fato. 

5. Consumir cafeína em excesso pode ser fatal

Verdade. Mortes por overdose de cafeína são muito raras, mas podem acontecer, em geral causadas por convulsões ou batimentos cardíacos irregulares. A quantidade de cafeína que poderia levar a uma overdose varia de acordo com o tamanho, idade e sexo. Em geral, isso só é possível com uso de suplementos, já que seria necessária uma quantidade muito grande de café para chegar a uma dose tão perigosa. No entanto, ingerir a bebida em excesso pode causar ansiedade, tremores, diarreia e outros sintomas gastrointestinais. 

Jairo Bouer
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