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Psicóloga dá dicas para criar um vínculo saudável com o pet

Segundo especialista, mais do que oferecer carinho, a convivência com cães exige respeito, rotina e atenção às necessidades do animal

25 ago 2026 - 18h38
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Resumo
A conexão entre cães e tutores decorre da evolução e do apego mútuo. Segundo a psicóloga Juliana Sato, uma relação saudável começa na adoção responsável, que deve considerar tempo, custos e o temperamento real do animal, não apenas sua aparência. No cotidiano, o fortalecimento desse vínculo exige paciência, rotina estável e respeito aos limites e ao espaço do pet, permitindo que ele reconheça o tutor como uma figura de segurança e se adapte plenamente ao lar.

No Dia do Cachorro, comemorado neste 26 de agosto, a relação entre humanos e cães ganha um motivo a mais para ser celebrada. Em muitos lares, os pets deixaram de ser apenas animais de companhia para integrar a rotina, o lazer e as relações afetivas da família.

Segundo especialista, mais do que oferecer carinho, a convivência com o cachorro exige respeito, rotina e atenção às necessidades do animal
Segundo especialista, mais do que oferecer carinho, a convivência com o cachorro exige respeito, rotina e atenção às necessidades do animal
Foto: Ivan Babydov/Pexels / Bons Fluidos

Mas o que torna essa convivência tão próxima? Segundo a psicóloga Juliana Sato, especialista em vínculo humano-animal, a explicação está na própria evolução das espécies. Isso porque, ao longo de milhares de anos de domesticação, os cães desenvolveram habilidades sociais que facilitam a comunicação e a cooperação com os seres humanos.

O cachorro também cria vínculos

A proximidade, portanto, não acontece apenas por vontade do tutor. Os cães também desenvolvem relações de apego com seus responsáveis. Para o animal, a presença de uma pessoa conhecida funciona como uma referência de segurança.

Além disso, os pets observam gestos, acompanham a rotina e respondem às formas de comunicação humanas como parte da interação com quem vive com eles. "Os cães observam nossos comportamentos, respondem à nossa comunicação e acompanham diferentes momentos da vida familiar", afirma Juliana.

Entretanto, ter uma relação próxima com um cachorro não significa que qualquer rotina seja adequada para receber um animal. Antes da adoção, a família precisa avaliar se realmente consegue atender às necessidades daquele pet.

Amor não basta para uma adoção responsável

Tempo disponível, espaço, gastos, viagens e cuidados veterinários precisam entrar nessa decisão. Ademais, é importante considerar a presença de crianças ou outros animais e avaliar se a rotina da casa permite acompanhar o novo integrante.

"Amar um cachorro não é apenas trazê-lo para a nossa vida. É também aprender quem ele é e construir uma relação na qual as necessidades dos dois possam ser respeitadas", explica a especialista.

Outro ponto é não escolher um cachorro apenas pela aparência. Idade, temperamento, histórico e nível de energia podem determinar uma boa adaptação do animal à família. De acordo com Sato, "um dos principais erros é adotar o cachorro imaginado e não considerar o cachorro real".

O vínculo se constrói no dia a dia

Depois da adoção, então, a relação também precisa de tempo. O cachorro pode levar alguns dias ou até mais para entender o novo ambiente e se sentir seguro. Por isso, estabelecer uma rotina e permitir que ele explore a casa gradualmente são atitudes importantes. Respeitar quando o animal procura distância também faz parte desse processo.

"Afeto também significa não forçar contato, colo ou interação. O vínculo vai sendo construído nas pequenas experiências cotidianas em que o cachorro percebe que aquela pessoa é previsível e segura", explica Juliana.

Bons Fluidos
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