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Pico da infelicidade pode ocorrer na juventude, diz estudo

Pesquisa internacional mostra que a antiga tendência de mal-estar na meia-idade não existe mais; hoje, os jovens são os mais afetados pela crise de saúde mental

31 ago 2025 - 11h09
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Por muito tempo, pesquisadores acreditavam em um fenômeno chamado "pico da infelicidade". A saúde mental das pessoas seguia um padrão em formato de U, caindo lentamente após a infância, atingindo seu pior nível por volta dos 50 anos e melhorando na velhice. Mas essa lógica já não vale mais.

Estudo mostra que o “pico da infelicidade” sumiu: saúde mental já começa baixa entre jovens e segue em queda; entenda
Estudo mostra que o “pico da infelicidade” sumiu: saúde mental já começa baixa entre jovens e segue em queda; entenda
Foto: Reprodução: Canva/triloks / Bons Fluidos

Um estudo recente do Dartmouth College, publicado na revista científica PLOS One, mostrou que esse fenômeno desapareceu em escala global. Hoje, os jovens já apresentam uma saúde mental debilitada no início da vida adulta - e, em vez de melhorar, ela permanece em queda ao longo dos anos.

O que os dados revelam

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram dados de mais de 10 milhões de americanos entre 1993 e 2024, além de registros de 30 mil domicílios do Reino Unido entre 2009 e 2023. Em seguida, ampliaram o estudo para quase 2 milhões de pessoas em 44 países, no projeto Global Minds, de 2020 a 2025.

O resultado foi claro: o chamado "pico da infelicidade" não existe mais. Enquanto a saúde mental de adultos acima dos 40 anos permanece relativamente estável, os índices dos mais jovens despencaram drasticamente. Como escreveram os autores: "o mal-estar mental é maior entre os jovens e diminui com a idade. Esta é uma mudança enorme em relação ao passado, quando o mal-estar mental atingia seu pico na meia-idade. As razões para a mudança são disputadas, mas nossa preocupação é que hoje exista uma séria crise de saúde mental entre os jovens que precisa ser enfrentada".

Possíveis causas da crise

Entre os fatores que podem estar alimentando essa piora estão:

  • Os efeitos de longo prazo da Grande Recessão e suas consequências no mercado de trabalho para os mais jovens;
  • Serviços de saúde mental subfinanciados, com dificuldade de atender à crescente demanda;
  • Impactos emocionais e sociais da pandemia de Covid-19;
  • O uso intensivo de redes sociais, que pode aumentar a comparação, a ansiedade e a solidão.

Ainda assim, os pesquisadores reforçam que mais estudos são necessários para entender em profundidade a mudança dessa tendência.

O que isso significa

Se antes a meia-idade era vista como o ponto crítico do bem-estar emocional, agora a preocupação se volta para os jovens. A constatação acende um alerta para governos, escolas e famílias: a crise de saúde mental nessa faixa etária é séria, crescente e precisa-se enfrentar com urgência.

O desaparecimento do "pico da infelicidade" mostra que a juventude, que deveria ser um período de descobertas e vitalidade, está cada vez mais marcada por desafios emocionais. O futuro, portanto, depende de reconhecer esse problema e investir em soluções coletivas para garantir bem-estar às novas gerações.

Bons Fluidos
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