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Pepino-do-mar: substância do oceano pode bloquear enzima ligada ao câncer

Pesquisas recentes chamam atenção para uma substância presente no pepino-do-mar que pode atuar contra o câncer. Estudos em laboratório indicam que compostos extraídos desse animal marinho apresentam propriedades capazes de interferir na multiplicação de células tumorais. A investigação ainda está em andamento, mas já mobiliza equipes de diferentes países em busca de novas terapias oncológicas. […]

8 fev 2026 - 06h02
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Pesquisas recentes chamam atenção para uma substância presente no pepino-do-mar que pode atuar contra o câncer. Estudos em laboratório indicam que compostos extraídos desse animal marinho apresentam propriedades capazes de interferir na multiplicação de células tumorais. A investigação ainda está em andamento, mas já mobiliza equipes de diferentes países em busca de novas terapias oncológicas.

O interesse científico surgiu a partir da observação de que o pepino-do-mar, muito consumido em países asiáticos, possui moléculas com ação anti-inflamatória e imunomoduladora. A partir daí, pesquisadores passaram a testar esses elementos em modelos de câncer em células e em animais. Os dados iniciais não são definitivos, mas vêm sendo descritos como promissores no contexto da pesquisa pré-clínica.

O pepino-do-mar é um equinodermo marinho, parente de ouriços e estrelas-do-mar – depositphotos.com / Vojce
O pepino-do-mar é um equinodermo marinho, parente de ouriços e estrelas-do-mar – depositphotos.com / Vojce
Foto: Giro 10

O que é o pepino-do-mar e por que ele chama atenção na pesquisa contra o câncer?

O pepino-do-mar é um equinodermo marinho, parente de ouriços e estrelas-do-mar. Ele é encontrado em oceanos de várias regiões do mundo. Em alguns países, faz parte da culinária tradicional e também é usado em práticas medicinais populares. Porém, a ciência foca em componentes específicos de seu corpo, como saponinas, polissacarídeos sulfatados e outros compostos bioativos. Afinal, esses elementos apresentam efeitos biológicos variados, entre eles potencial ação antitumoral.

Nos laboratórios, os pesquisadores isolam essas substâncias e as aplicam em culturas de células cancerígenas para avaliar sua resposta. Em alguns experimentos, observou-se que determinados compostos do pepino-do-mar podem induzir morte programada de células tumorais, reduzir a formação de novos vasos sanguíneos que alimentam o tumor e dificultar a disseminação de células malignas. Assim, essas características são consideradas importantes na busca por novos agentes contra o câncer.

Substância do pepino-do-mar pode agir contra o câncer?

A expressão "substância do pepino-do-mar que pode agir contra o câncer" geralmente se refere a um grupo de moléculas, e não a um único elemento. Entre elas, destacam-se as saponinas triterpenoides, polissacarídeos sulfatados e certos peptídeos. Assim, em modelos experimentais, essas substâncias demonstraram capacidade de interferir em processos centrais do desenvolvimento tumoral. Entre elas, proliferação celular descontrolada, invasão de tecidos vizinhos e resistência à morte celular.

Alguns estudos em andamento seguem etapas padronizadas de pesquisa pré-clínica. Em linhas gerais, a investigação passa por fases como:

  1. Isolamento e caracterização química dos compostos do pepino-do-mar;
  2. Testes em células cancerígenas em culturas in vitro;
  3. Avaliação em modelos animais, como roedores, para observar eficácia e toxicidade;
  4. Estudos de segurança e definição de doses que possam, no futuro, ser testadas em humanos.

Embora os resultados em placas de laboratório e em animais tenham apontado efeitos antitumorais, especialistas ressaltam que isso ainda não significa que o pepino-do-mar ou seus extratos estejam prontos para uso clínico. A etapa de testes em seres humanos exige protocolos rigorosos, acompanhamento prolongado e comparação com tratamentos já estabelecidos.

Quais são os possíveis mecanismos de ação dessas substâncias?

As pesquisas descrevem diferentes mecanismos pelos quais compostos derivados do pepino-do-mar podem atuar sobre células cancerígenas. Assim, um dos principais é a indução de apoptose, conhecida como morte celular programada. Afinal, nesse processo a célula doente é "orientada" a se autodestruir, reduzindo o crescimento do tumor. Além disso, alguns componentes parecem bloquear sinais que estimulam a divisão celular desordenada.

Outro ponto em investigação é a ação sobre a angiogênese, que é a formação de novos vasos sanguíneos para nutrir o tumor. Certas substâncias do pepino-do-mar mostraram capacidade de diminuir esse processo em modelos experimentais, o que pode limitar a expansão do câncer. Ademais, pesquisadores também analisam efeitos na modulação do sistema imunológico, avaliando se esses compostos ajudam o organismo a reconhecer e combater células tumorais com mais eficiência.

  • Indução de apoptose: favorece a morte de células doentes;
  • Inibição da proliferação: reduz a velocidade de crescimento tumoral;
  • Bloqueio da angiogênese: dificulta o fornecimento de nutrientes ao tumor;
  • Modulação imunológica: pode aprimorar a resposta do sistema de defesa.
Em modelos experimentais, essas substâncias do pepino-do-mar demonstraram capacidade de interferir em processos centrais do desenvolvimento tumoral – depositphotos.com / Vojce
Em modelos experimentais, essas substâncias do pepino-do-mar demonstraram capacidade de interferir em processos centrais do desenvolvimento tumoral – depositphotos.com / Vojce
Foto: Giro 10

Como essas descobertas podem impactar futuros tratamentos oncológicos?

A possibilidade de que compostos do pepino-do-mar ajam contra o câncer abre espaço para o desenvolvimento de novos medicamentos, isolados ou combinados com terapias já usadas, como quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. Assim, a tendência atual na oncologia é buscar agentes mais seletivos, que atinjam com precisão as células tumorais, preservando o máximo possível os tecidos saudáveis.

Em um cenário futuro, essas substâncias podem servir como base para fármacos sintéticos ou semissintéticos, inspirados em estruturas naturais, mas ajustados em laboratório para obter melhor eficácia e menos efeitos colaterais. Ademais, a pesquisa também avalia interações com outros medicamentos, para entender se os compostos do pepino-do-mar podem potencializar tratamentos existentes ou reduzir doses necessárias de outros fármacos.

Apesar do interesse, especialistas reforçam alguns cuidados importantes:

  • O consumo direto de pepino-do-mar não substitui tratamento oncológico;
  • Produtos sem comprovação clínica podem apresentar riscos de contaminação ou dosagem inadequada;
  • Qualquer uso de suplementos ou extratos deve ser discutido com profissionais de saúde.

Assim, o que se observa atualmente é um campo de pesquisa em expansão, que investiga com rigor científico como substâncias do pepino-do-mar podem contribuir para o combate ao câncer. A expectativa é que, com novos estudos e nos próximos anos, seja possível definir com mais clareza quais moléculas têm maior potencial terapêutico e em quais tipos de tumor elas podem ser mais úteis, sempre dentro de protocolos seguros e controlados.

Giro 10
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