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Morte do cão Orelha: o que se sabe sobre o caso até agora

3 fev 2026 - 13h51
(atualizado às 13h58)
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Cão Orelha foi torturado e não resistiu
Cão Orelha foi torturado e não resistiu
Foto: Reprodução

A morte do cão Orelha, que comoveu o país, completa um mês nesta quinta-feira, 5, e ainda não teve desfecho nas investigações, o que segue gerando dúvidas. A Polícia Civil concentra esforços para identificar a autoria do crime e esclarecer como o cachorro comunitário foi morto na Praia Brava, em Florianópolis.

Orelha foi encontrado agonizando no dia 4 de janeiro, debaixo de um carro. O animal havia sido atingido na cabeça por um objeto contundente, foi socorrido e levado a uma clínica veterinária, mas morreu no dia seguinte. A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em 16 de janeiro, e as apurações indicam que ele foi vítima de agressão. A investigação apura ainda o possível envolvimento de adolescentes na tortura do animal.

A polícia analisa quase mil horas de imagens de câmeras de segurança da região e já ouviu mais de 20 pessoas. A ausência de registros que mostrem diretamente o momento em que as agressões foram causadas atrapalham o andamento das investigações.

O caso ganhou repercussão após o porteiro de um condomínio onde os suspeitos moram divulgar um áudio em um grupo de vigilantes. Na gravação, ele relata que os adolescentes teriam se envolvido em uma confusão com ele e afirma: “Eles parecem ter dado umas pauladas no cachorro e depois foram lá e mexeram na barraca ainda. São seis folgados, seis folgados que têm aí”.

Familiares são indiciados

Após a repercussão do caso, pais e um tio dos jovens foram indiciados por coação. No dia 19 de janeiro, a Polícia Civil informou que investigava quatro adolescentes pelas agressões que levaram à morte de Orelha. Segundo a corporação, os suspeitos foram identificados a partir da análise de imagens de câmeras de segurança e de depoimentos de moradores da região.

No dia 26 de janeiro, uma operação cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Mandados também foram executados em locais associados a adultos suspeitos de coagir o vigilante de um condomínio que teria imagens relevantes para a investigação.

A Polícia Civil também solicitou à Polícia Científica um laudo de exame de corpo de delito do cão Orelha. Em entrevista coletiva, a corporação inicialmente afirmou que os adolescentes investigados pela morte do animal teriam tentado afogar outro cachorro, conhecido como Caramelo.

Na quarta-feira passada, dia 28, a Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que redes sociais e aplicativos adotem medidas para inibir a divulgação de conteúdos que exponham ou identifiquem os adolescentes investigados, que prestaram depoimento no dia seguinte e tiveram seus celulares apreendidos.

Na última sexta-feira, 30, a Polícia Civil informou que deixou de investigar um dos quatro adolescentes inicialmente suspeitos pois ele não aparece nas imagens analisadas. A família teria  apresentado provas de que ele não estava no local no momento do crime. Na mesma data, também foi descartada a hipótese de que os suspeitos pela agressão a Orelha fossem os mesmos envolvidos na tentativa de afogamento do cão Caramelo.

No domingo (1º), manifestações em diversas capitais e cidades do país cobraram justiça no caso. Os atos também defenderam penas mais severas para crimes de maus-tratos contra animais.

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