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Carinho animal: espécies que se beijam e se abraçam no mundo selvagem

Em diferentes ambientes naturais, o gesto de carinho animal aparece de formas variadas, desde toques suaves até contatos mais intensos.

2 fev 2026 - 12h01
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Em diferentes ambientes naturais, o gesto de carinho animal aparece de formas variadas, desde toques suaves até contatos mais intensos. Em muitas espécies, o ato de se beijar ou se abraçar não tem o mesmo significado romântico que os humanos atribuem. No entanto, esse gesto cumpre funções importantes para a sobrevivência em grupo. Ao observar esse tipo de comportamento social, pesquisadores entendem melhor como os animais constroem laços, se protegem e cooperam entre si.

Esse tipo de contato físico costuma surgir em momentos de descanso, limpeza mútua ou reconciliação após conflitos. Além disso, em algumas espécies, o carinho reduz o estresse e a ansiedade, funcionando como uma espécie de "cola social". Em outras, o gesto sinaliza claramente o reconhecimento entre parentes ou integrantes da mesma família. Dessa forma, o grupo reforça hierarquias e define quem protege quem dentro do bando.

araras – depositphotos.com / maury75
araras – depositphotos.com / maury75
Foto: Giro 10

Carinho animal: o que significa beijo e abraço no mundo selvagem?

A expressão carinho animal engloba comportamentos como lamber, encostar o focinho, roçar o corpo, enroscar caudas, apoiar a cabeça no outro e até se sentar bem próximo. Esses gestos cumprem funções diversas: comunicação, higiene, conforto térmico, reforço de laços sociais ou simples proximidade entre indivíduos que convivem diariamente. Em muitos casos, aquilo que as pessoas interpretam como "beijo" corresponde, na verdade, à troca de cheiros ou à limpeza de regiões sensíveis.

Nos primatas, por exemplo, abraços e toques prolongados se relacionam fortemente à construção de alianças. Além disso, esses gestos acalmam indivíduos estressados e reduzem novas brigas. Já em aves, o que se parece com um beijo pode representar a troca de alimento de bico a bico. Esse comportamento importa tanto para o cuidado com filhotes quanto para a manutenção do par. Em mamíferos marinhos, o contato corporal garante orientação e proteção em ambientes de visibilidade limitada, como águas profundas ou turvas.

Quais espécies demonstram carinho animal com "beijos" e "abraços"?

  • Chimpanzés e bonobos: abraçam após conflitos, encostam o rosto, trocam beijos de boca fechada e fazem grooming (limpeza do pelo) para aliviar tensões e fortalecer laços. Além disso, eles usam esse contato para pedir apoio em disputas futuras.
  • Gorilas: mães abraçam os filhotes com os braços e o peito, mantendo-os junto ao corpo por longos períodos. Machos também abraçam membros do grupo em momentos de proteção. Frequentemente, esses gestos acalmam jovens assustados e organizam o grupo.
  • Golfinhos: encostam o focinho uns nos outros, esfregam o corpo lateralmente e nadam muito próximos. Esses comportamentos sugerem vínculo forte e coordenação dentro do grupo. Além disso, o toque contínuo ajuda na comunicação em águas escuras.
  • Leões: quando se reencontram após caçadas, esfregam a cabeça, o pescoço e o focinho, emitindo sons baixos. Esse contato reforça a união do grupo de leões, que muitos chamam de alcateia, embora o termo correto seja "alcateia" para lobos e "alcateia" ou "grupo" para leões em linguagem comum. Além disso, eles compartilham cheiros e reconhecem cada membro.
  • Lobos e cães selvagens: lambem o focinho de outros indivíduos, gesto muitas vezes associado à submissão e à saudação, interpretado como uma forma de beijo. Ao mesmo tempo, esse comportamento reduz tensão e evita ataques entre membros do grupo.
  • Pássaros como papagaios e periquitos: encostam bicos, alisam penas do parceiro e permanecem lado a lado, com as cabeças apoiadas, em postura semelhante a um abraço. Além disso, eles vocalizam suavemente, o que reforça ainda mais o vínculo do casal.

Em espécies domésticas, como cães e gatos, lamber o rosto ou as mãos de humanos prolonga esse repertório social típico de seus ancestrais. Mesmo assim, o significado original se relaciona à interação social, à higiene, ao reconhecimento e, em alguns casos, à busca de alimento ou atenção. Além disso, muitos tutores reforçam esse comportamento com carinho e recompensas, o que o torna ainda mais frequente.

Por que o carinho animal é tão importante para esses grupos?

O carinho animal não representa apenas um gesto de proximidade, mas também uma estratégia de manutenção do grupo. Em espécies sociais, animais que se tocam com frequência cooperam mais entre si. Eles compartilham alimento e se ajudam em situações de perigo. Assim, esses contatos físicos reduzem disputas, melhoram a convivência e aumentam as chances de sobrevivência de todos os envolvidos.

Pesquisas indicam que, em alguns mamíferos, abraços, lambidas e grooming liberam hormônios ligados ao bem-estar e ao vínculo social, como a ocitocina. Isso torna a experiência ainda mais reforçadora, incentivando a repetição do comportamento entre indivíduos que já convivem. Em filhotes, o toque constante da mãe contribui para o desenvolvimento saudável. Ele garante aquecimento, proteção contra predadores e aprendizado das regras do grupo. Além disso, o contato físico precoce melhora a capacidade de lidar com estresse na vida adulta.

  1. Redução de conflitos: abraços e toques após brigas funcionam como sinal de trégua. Além disso, esses gestos diminuem a chance de um novo confronto imediato.
  2. Fortalecimento de alianças: animais que se cuidam mutuamente tendem a se apoiar em disputas futuras. Assim, o carinho cria parceiros confiáveis dentro do grupo.
  3. Proteção aos filhotes: o contato físico constante mantém os jovens próximos e mais seguros. Além disso, esse contato facilita o ensino de habilidades essenciais.
  4. Comunicação silenciosa: beijos e abraços substituem sons em ambientes onde o silêncio traz vantagem. Dessa forma, o grupo se coordena sem chamar a atenção de predadores ou presas.

Como o carinho animal ajuda a entender o comportamento humano?

Ao observar o carinho animal em diferentes espécies, cientistas buscam pistas sobre a origem evolutiva de abraços e beijos entre humanos. A presença de gestos semelhantes em primatas, mamíferos marinhos e aves sugere que o toque físico como forma de vínculo representa uma estratégia antiga na história da vida social. Portanto, a necessidade de proximidade e contato provavelmente tem raízes comuns, ligadas à sobrevivência coletiva.

A interpretação de cada comportamento, porém, exige cautela. Um beijo entre aves pode se relacionar diretamente à alimentação. Já um abraço entre primatas pode se associar à reconciliação. Além disso, o roçar de corpos em felinos pode significar marcação de cheiro. Mesmo com significados distintos, todos esses exemplos apontam para a mesma direção: o contato físico funciona como um recurso poderoso na organização social de diversas espécies. Ele mantém grupos coesos, reduz riscos e garante a continuidade da vida em ambientes muitas vezes desafiadores.

animais que se beijam – depositphotos.com / OlVic
animais que se beijam – depositphotos.com / OlVic
Foto: Giro 10
Giro 10
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