Pedro Azañón, fisioterapeuta: "A osteoartrite do joelho é um processo degenerativo natural e a dor pode ser causada por inflamação, inatividade ou outros fatores relacionados ao estilo de vida"
Especialista orienta rotina simples de exercícios para recuperar mobilidade, força e estabilidade com segurança
A artrose é um desgaste natural de uma articulação que usamos o tempo todo, neste caso, o joelho. Caminhar, subir escadas, agachar, levantar do sofá… o joelho praticamente nunca descansa e, com o passar dos anos, isso costuma cobrar seu preço. O problema também pode surgir por outros fatores, como excesso de peso, lesões prévias ou a prática de esportes de alto impacto.
"Muitos pacientes chegam ao consultório preocupados por terem artrose no joelho, convencidos de que a articulação está 'gasta' e de que a única coisa que podem fazer é repousar ou se resignar à dor. Mas isso não é totalmente verdade", afirma o fisioterapeuta Pedro Azañón em um de seus vídeos nas redes sociais.
Trata-se de uma doença degenerativa em que a cartilagem que reveste a articulação vai afinando e perdendo qualidade. Com o desgaste, ela deixa de cumprir seu papel de amortecer os ossos, torna-se mais rígida e menos eficiente. Como consequência, surgem rigidez, inflamação, dor e estalos.
"A artrose é um processo degenerativo natural, sim, mas isso não significa que você precise conviver com dor crônica no joelho ou que sua mobilidade esteja condenada a piorar. Grande parte do desconforto pode estar relacionada à inflamação, ao sedentarismo ou a outros fatores do estilo de vida", explica o especialista. A perda de massa muscular também contribui para o quadro.
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