Patinetes elétricos estão em alta no Brasil; confira orientações de segurança
Os aparelhos apresentam uma série de riscos à saúde, principalmente se forem utilizados sem equipamentos de proteção
Os patinetes elétricos estão cada vez mais presentes nas ruas de todo o Brasil. Disponíveis principalmente para aluguel, esses aparelhos representam um meio de mobilidade mais sustentável, que não somente facilita a locomoção nos grandes centros, como proporciona lazer. Entretanto, de acordo com médicos, o uso exige certos cuidados para evitar lesões.
Os riscos dos patinetes elétricos
Em entrevista ao 'Estadão', a ortopedista e traumatologista Tânia Szejnfeld explicou que o aparelho apresenta uma série de perigos à saúde, principalmente se for utilizado sem equipamentos de proteção. Essas potenciais ameaças vão desde fraturas nas mãos, punhos, joelhos e pés até lesões cranianas.
Por isso, especialistas recomendam somente andar de patinete usando capacete, joelheira, cotoveleira e, se possível, luvas. Em horários e lugares com baixa iluminação, também é necessário recorrer a roupas refletivas, semelhantes às adotadas por ciclistas. "O uso proporciona uma camada extra de segurança, especialmente em situações inesperadas como perda de equilíbrio ou colisões", afirmou o diretor da Sociedade Brasileira do Trauma Ortopédico, Caio Zamboni, à 'CNN'.
Ademais, para prevenir quedas e machucados, você deve checar o estado do aparelho antes de utilizá-lo. Verifique, então, os pneus, a bateria, a suspensão e amortecedores. Os profissionais ainda alertam que é importante ter um prévio conhecimento sobre como ele funciona, a fim de reduzir os riscos de acidentes. Outras práticas sugeridas incluem: preferir ciclovias ou ciclofaixas, manter distância de veículos e respeitar os limites de velocidade.
"A aceleração que esses patinetes desenvolvem é uma semelhante a de bicicletas. Mas os eles têm risco maior porque, em um cenário de freagem brusca, o indivíduo acaba se projetando para frente e sofrendo acidentes mais intensos", ressaltou Szejnfeld.
Além disso, segundo os estudiosos, os perigos são ainda maiores para pessoas com problemas de visão, vertigem ou labirintite, bem como para aqueles que fazem uso de medicamentos e consomem álcool, substâncias responsáveis por afetar os reflexos.