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Ovos na porta da geladeira? Veja onde guardar cada alimento e evitar riscos à saúde

Ao organizar incorretamente, corre-se risco de perde de nutrientes, desperdiço e até intoxicação alimentar

30 mar 2026 - 06h57
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Saiba como organizar a geladeira da forma correta para garantir a segurança alimentar
Saiba como organizar a geladeira da forma correta para garantir a segurança alimentar
Foto: Freepik

Abrir a geladeira e encontrar tudo no lugar pode parecer apenas uma questão de praticidade. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo Terra, a forma como os alimentos são armazenados dentro do eletrodoméstico tem impacto direto na conservação, na qualidade nutricional e, principalmente, na segurança alimentar.

De acordo com o nutricionista Thyago Nishino, o primeiro passo é entender que a geladeira não tem uma temperatura uniforme. "A organização correta da geladeira começa pelo entendimento de que cada área tem uma variação de temperatura. Os itens mais perecíveis devem ficar nas partes mais frias", explica. 

Além disso, é importante manter o eletrodoméstico abaixo de 5ºC, segundo a engenheira de alimentos Lanna Luiza Souza. 

Lanna complementa que o controle da temperatura é essencial. A recomendação é manter o eletrodoméstico abaixo de 5 °C. "A refrigeração não elimina microrganismos, mas reduz sua multiplicação", explica. Ela também ressalta a importância da limpeza periódica das prateleiras e gavetas para evitar contaminações.

Na distribuição dos alimentos, há pontos de consenso entre os especialistas. Ovos, por exemplo, devem ser mantidos nas prateleiras internas, dentro da embalagem original e sem serem lavados. "Não na porta, para evitar a variação de temperatura", orienta Nishino. O mesmo vale para leite e derivados, que devem ficar nas áreas centrais ou superiores.

Já verduras e legumes têm lugar certo: as gavetas inferiores. Segundo Nishino, esses compartimentos ajudam a controlar a umidade. Ele faz um alerta importante: folhas devem ser armazenadas higienizadas e bem secas, já que a umidade acelera a deterioração.

As carnes cruas exigem ainda mais atenção. "Devem ficar na prateleira mais baixa, sempre em recipientes fechados, para evitar contaminação cruzada", afirma Nishino. Conforme Sousa, o ideal é congelar carnes a -18ºC caso não seja possível consumi-las dentro de dois dias.

Alimentos já preparados também precisam de cuidado: devem ser armazenados em potes bem vedados e consumidos em até dois ou três dias.

Até mesmo medicamentos entram na lista. Nishino destaca que eles só devem ser levados à geladeira quando houver indicação na bula. "Devem ser armazenados em local separado dos alimentos, preferencialmente em uma caixa organizadora", diz.

A porta da geladeira, por sua vez, é o espaço mais instável em termos de temperatura. Por isso, deve ser reservada para itens menos sensíveis. Bebidas, molhos, conservas e geleias são os mais indicados. "Esses produtos costumam ter maior durabilidade ou conservantes, o que os torna mais resistentes às oscilações térmicas", explica Nishino.

Os erros do cotidiano

Apesar das orientações, alguns erros ainda são comuns no dia a dia. Entre eles, guardar ovos na porta, colocar alimentos quentes diretamente na geladeira, deixar itens abertos ou mal vedados e misturar alimentos crus com prontos para o consumo. Outro hábito frequente é lavar verduras e guardá-las molhadas, o que acelera o apodrecimento. A superlotação também é um problema, já que prejudica a circulação adequada do ar frio.

As consequências vão além do desperdício. "Quando os alimentos são armazenados de forma inadequada, há maior risco de proliferação de micro-organismos, o que pode levar a intoxicações alimentares", alerta o nutricionista. Além disso, podem ocorrer perda de nutrientes, alterações no sabor, textura e cheiro, e aumento do risco de contaminação cruzada.

No caso dos medicamentos, o impacto pode ser ainda mais delicado. O armazenamento incorreto pode comprometer a eficácia do produto, tornando o tratamento menos eficiente ou até inseguro.

Fonte: Portal Terra
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