BBB 26 levanta debate: é perigoso comer carne crua? Veja o que dizem especialistas
O tema virou alvo de debate após um vídeo da participante Gabriela Saporito consumindo carne crua viralizar nas redes sociais, com internautas alertando para os riscos da prática
O Big Brother Brasil 26 levantou mais um debate após a participante Gabriela Saporito consumir carne crua repetidas vezes e receber um alerta da produção. O momento, em que a jovem aparece provando o alimento enquanto o tempera, repercutiu nas redes sociais, com o público alertando para os riscos da prática à saúde.
Quais são os perigos de comer carne crua?
De acordo com a especialista em segurança dos alimentos Kati Alves, o consumo do ingrediente sem o cozimento adequado é contraindicado, pois aumenta o risco de contrair infecções graves, causadas principalmente por bactérias. Ela cita, por exemplo, a maior exposição à Salmonella, E. coli, Listeria e Campylobacter.
Ademais, conforme aponta em seu Instagram, ingredientes crus podem abrigar parasitas como Trichinella e Toxoplasma gondii, encontrados principalmente na carne de porco e de cordeiro. A ingestão também facilita a entrada de vírus, como o norovírus e o da hepatite E, no organismo, além de outras substâncias infecciosas associadas a doenças degenerativas cerebrais.
"A cocção adequada da carne mata esses patógenos e torna o alimento seguro para o consumo. Além disso, cozinhar a carne melhora a digestibilidade e o sabor", afirmou a especialista.
Em um artigo publicado no 'The Conversation', o médico Colin Michie também destacou que não há benefícios em consumir carne crua. Pelo contrário, a prática aumenta a probabilidade de desenvolver desde sintomas leves até enfermidades letais. Muitas dessas condições, inclusive, afetam o sistema nervoso, a visão, o coração e os músculos, com sinais que podem demorar até anos para se manifestar.
"A paixão — em alguns setores — por retornar ao hábito de consumir carne crua deve ser analisada à luz dos princípios da 'saúde única'. Ou seja, levando em consideração a saúde conjunta das pessoas, dos animais e do meio ambiente. Não estamos sozinhos. Muitos micróbios, geralmente controlados por práticas seguras de preparo e gestão de alimentos, adorariam que adotássemos um estilo de vida carnívoro", alertou, por fim.
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