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Mãe de Lucas Lucco mostra impacto da alopecia areata nos cabelos; entenda a condição

Condição é caracterizada pela queda de cabelo em áreas localizadas, com falhas arredondadas; entenda o que é a alopecia areata, que acomete Karina Lucco

19 mar 2026 - 18h21
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Um gesto simples, como o de cortar o cabelo, pode carregar significados profundos. Foi exatamente isso que a educadora física Karina Lucco, mãe do cantor Lucas Lucco, mostrou ao compartilhar um vídeo emocionante nas redes sociais. Mais do que uma mudança visual, o momento simbolizou um processo interno de aceitação diante de um diagnóstico que impacta não só o corpo, mas também a autoestima: a alopecia areata.

Karina Lucco emociona ao falar sobre alopecia areata e autoestima; entenda a condição, os impactos emocionais e a importância do acolhimento
Karina Lucco emociona ao falar sobre alopecia areata e autoestima; entenda a condição, os impactos emocionais e a importância do acolhimento
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

O que aconteceu?

Recentemente, Karina revelou que foi diagnosticada com alopecia areata, uma condição autoimune em que o próprio organismo ataca os folículos capilares, provocando falhas e queda dos fios. Ao dividir sua experiência, ela trouxe à tona uma realidade silenciosa - e muitas vezes cercada de julgamentos.

No vídeo, as falhas no couro cabeludo aparecem, mas o que mais chama atenção é a força emocional envolvida no momento. Ao falar sobre a decisão de cortar os cabelos, ela escreveu: "O processo segue… E dentro desse processo, hoje foi dia de desapegar. Não foi só sobre cortar o cabelo… Foi sobre soltar o que já não faz mais sentido carregar".

E continuou, com sensibilidade e honestidade: "Claro que não é fácil. Mas entendo que existem fases em que o desapego é necessário para continuar. Sigo com fé, coragem e o coração em paz. Um passo de cada vez".

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Um post compartilhado por Karina Lucco (@karinalucco)

O impacto invisível da alopecia

Embora não represente riscos diretos à saúde física, a alopecia areata pode afetar profundamente a forma como a pessoa se enxerga. Afinal, o cabelo está fortemente ligado à identidade, à feminilidade e à autoimagem.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a condição atinge cerca de 2% da população e costuma se manifestar em áreas específicas do couro cabeludo. "É uma condição caracterizada pela queda de cabelo em áreas localizadas, com falhas arredondadas", explicou o dermatologista Dr. Daniel Cassiano. Em casos mais raros, pode evoluir para perdas mais extensas, atingindo sobrancelhas, cílios e outras regiões do corpo.

Sem uma causa única definida, a alopecia pode estar associada a fatores como estresse, alterações hormonais, predisposição genética e outras condições autoimunes.

Tratamento e acolhimento: dois caminhos importantes

Apesar do impacto emocional, há boas notícias: na maioria dos casos, a queda de cabelo não é permanente e pode ser controlada com acompanhamento médico. Os tratamentos são individualizados e podem incluir medicamentos tópicos e orais, além de terapias como fototerapia. Também é comum que profissionais indiquem mudanças no estilo de vida, especialmente para reduzir fatores emocionais que podem agravar o quadro. Outro ponto essencial é o diagnóstico precoce, que aumenta as chances de uma resposta mais eficaz ao tratamento.

De acordo com a Dra. Jade Cury, presidente da SBD-RESP, a conscientização sobre a doença é fundamental para que o paciente inicie o tratamento o quanto antes. "Por falta de conhecimento sobre a alopecia areada, muitas pessoas só procuram um dermatologista quando os sintomas já estão avançados. E o diagnóstico precoce contribui para uma melhor resposta terapêutica", explica. Além disso, informar a população sobre a doença também é importante para diminuir o preconceito que ainda envolve a alopecia areata e auxiliar os pacientes a lidarem com a condição. "Apesar de não ser contagiosa ou trazer riscos diretos à saúde física, é uma condição que provoca grande impacto estético e emocional, afetando autoestima, vida social e bem-estar psicológico", completa.

Muito além da estética: um exercício de amor-próprio

Ao falar abertamente sobre a condição, Karina também fez questão de desconstruir um dos maiores estigmas associados à alopecia: o da vergonha. "Estou com alopecia areata , uma condição autoimune em que o próprio sistema imunológico ataca os folículos capilares, causando falhas e queda de cabelo. Não é contagioso. Não é falta de cuidado. E não é algo que eu 'fiz errado'".

E reforçou, com acolhimento para quem passa pelo mesmo: "O lenço não é para esconder vergonha. É apenas uma fase. Estou com muito pouco cabelo, mas mesmo que um dia não tenha cabelo nenhum, continuo sendo eu! Se você também está passando por algo parecido, você não está sozinha".

A força de compartilhar

A repercussão do vídeo mostra o quanto falar sobre vulnerabilidades pode gerar conexão. Nos comentários, seguidores deixaram mensagens de apoio, carinho e esperança - transformando um momento íntimo em uma rede de acolhimento coletivo. Mais do que visibilidade, atitudes como a de Karina ajudam a ampliar a compreensão sobre a alopecia e a reduzir preconceitos que ainda cercam a condição.

Sobre a fonte

Fundada em 1970, a Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional São Paulo (SBD-RESP) é uma entidade médica criada para fomentar a pesquisa, o ensino e o aprimoramento científico da Dermatologia como especialidade médica. A SBD-RESP reúne todos os dermatologistas filiados e os serviços credenciados do Estado de São Paulo, que são constituídos por hospitais com cursos de especialização em Dermatologia (residência médica e/ou estágio) certificados pela SBD Nacional. 

Bons Fluidos
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