O que se sabe sobre bactéria encontrada em lote da água mineral Crystal?
A Anvisa determinou o recolhimento de um lote específico de água mineral Crystal após testes detectarem a bactéria Pseudomonas aeruginosa. Veja o que se sabe sobre o lote afetado e os riscos
A bactéria encontrada em lote da água mineral Crystal levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a determinar o recolhimento do produto após análises laboratoriais confirmarem a presença da Pseudomonas aeruginosa.
O caso chamou atenção porque o mesmo microrganismo também apareceu neste ano em análises de alguns produtos da Ypê. Além disso, a Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF) descobriu a contaminação durante uma ação de rotina para coleta de amostras.
Na sequência, o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) analisou o material e confirmou a presença da bactéria. Dessa forma, as autoridades sanitárias iniciaram imediatamente os procedimentos de controle.
Quais são os riscos da bactéria encontrada em lote da água mineral Crystal?
A Pseudomonas aeruginosa está presente em diferentes ambientes naturais. Em geral, ela raramente provoca problemas em pessoas saudáveis. Contudo, a situação pode ser diferente para quem possui o sistema imunológico comprometido.
Nesse contexto, os grupos mais vulneráveis incluem:
- Pacientes hospitalizados;
- Pessoas com diabetes;
- Indivíduos submetidos a procedimentos invasivos;
- Pacientes que utilizam cateteres ou respiradores.
Além disso, especialistas consideram a bactéria resistente a diversos tratamentos. Por isso, sua presença em produtos destinados ao consumo humano exige atenção.Da mesma forma , autoridades sanitárias acompanham casos desse tipo com rigor.
Em entrevista à Agência Brasil, o infectologista Celso Ferreira Ramos Filho destacou essa característica.
"Agora, excepcionalmente, ela causa doenças de forma espontânea. Ela vai causar doenças dentro de um hospital, em uma pessoa com traqueostomia, com respirador, com cateter venoso", afirmou.
Como a contraprova confirmou a bactéria encontrada em lote da água mineral Crystal?
Após a primeira análise, os técnicos realizaram uma contraprova seguindo os protocolos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).
Em seguida, o exame detectou a presença da bactéria na amostra. Com isso, a Vigilância Sanitária do Distrito Federal interditou o produto e comunicou oficialmente a Anvisa. Logo depois, a agência ampliou as medidas de controle e acompanhou o recolhimento do lote.
🔎 A fabricante Mineração Bom Jesus Ltda. tomou a medida de recolhimento voluntário de 374,4 mil garrafas de água após a emissão de laudo que identificou a presença da bactéria 𝘗𝘴𝘦𝘶𝘥𝘰𝘮𝘰𝘯𝘢𝘴 𝘢𝘦𝘳𝘶𝘨𝘪𝘯𝘰𝘴𝘢 em amostra do produto. Saiba mais: https://t.co/ifKIlJKjm2 pic.twitter.com/DPpyzoCFMU
— Anvisa (@anvisa_oficial) June 3, 2026
Onde o lote da água mineral Crystal foi distribuído?
Segundo a fabricante, o lote reúne aproximadamente 374,4 mil garrafas de 500 ml.
A empresa distribuiu as unidades para:
- Distrito Federal: 230.443 unidades;
- Goiás: 66.768 unidades;
- Tocantins: 1.439 unidades;
- Interior de São Paulo: 75.750 unidades.
Ao mesmo tempo, a fabricante informou que não recebeu reclamações de consumidores relacionadas ao lote afetado. Ainda assim, a empresa decidiu iniciar o recolhimento preventivo.
O que o consumidor deve fazer?
A orientação é verificar se há em casa unidades pertencentes ao lote recolhido.
Lote: LZ1 VAL 200127
Data de fabricação: 20/01/2026
Validade: 20/01/2027
Caso o consumidor encontre uma garrafa desse lote, deve interromper o consumo imediatamente. Além disso, deve acompanhar os comunicados oficiais da fabricante para obter informações sobre devolução e reembolso.
De acordo com a empresa, o recolhimento começou logo após a confirmação do problema. Portanto, os consumidores precisam conferir os dados impressos na embalagem antes de utilizar o produto.
Por fim, a Anvisa reforçou o alcance da medida em comunicado oficial.
"A Anvisa reforça que a medida se aplica exclusivamente às unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/1/2026, com data de validade em 20/01/2027, produzido na unidade de Luziânia, município localizado a cerca de 60 km de Brasília. Além do recolhimento, a medida impede a venda, a distribuição e o uso das unidades desse lote", informou a agência.
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