Alzheimer: vitamina D na meia-idade pode reduzir riscos
Estudo aponta que vitamina D na meia-idade pode reduzir acúmulo de proteína ligada ao Alzheimer
Um estudo revelou que níveis adequados de vitamina D na meia-idade podem estar associados à redução do acúmulo da proteína tau, ligada ao Alzheimer, décadas depois. Publicado na Neurology Open Access, ele destaca a relação, mas sem comprovar causa e efeito. Hábitos saudáveis também ajudam a reduzir os riscos da doença. 🧠✨
Pesquisa acompanhou quase 800 adultos por 16 anos e associou níveis mais altos de vitamina D à menor formação de tau no cérebro décadas depois
Manter a vitamina D em níveis apropriados na meia-idade pode estar associado a uma redução no acúmulo da proteína tau, um dos principais indicadores da doença de Alzheimer. É o que aponta um estudo divulgado na revista Neurology Open Access. A pesquisa acompanhou adultos por cerca de 16 anos. Ela tambemobservou que aqueles com maiores concentrações de vitamina D no sangue na meia-idade apresentaram menos depósitos da proteína tau no cérebro anos depois.
Segundo os pesquisadores, essa é uma das primeiras evidências de que a vitamina D nessa fase da vida pode estar associada a alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer antes mesmo do surgimento de sintomas. Os autores fazem uma ressalva importante: o estudo mostra uma associação entre os dois fatores, mas não comprova relação direta de causa e efeito.
Quais são as principais causas do Alzheimer?
A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e ainda não tem uma causa única. Segundo o neurocirurgião Orlando Maia, a doença resulta da combinação de fatores como envelhecimento, predisposição genética e alterações nas proteínas cerebrais. Também contribuem doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e hábitos de vida pouco saudáveis.
Embora a idade seja o principal fator de risco, o Alzheimer não faz parte do envelhecimento normal. "Manter a pressão arterial, o colesterol e o diabetes sob controle, praticar atividade física, ter uma alimentação equilibrada e estimular o cérebro podem ajudar a reduzir o risco", lembra o médico.
Para o neurocirurgião, é importante estar atento a esquecimentos frequentes que começam a interferir na rotina. "O diagnóstico precoce pode facilitar o planejamento do tratamento e contribuir para uma melhor qualidade de vida", reitera o médico.
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