O paradoxo da superproteção: ao "abrirmos caminho" para nossos filhos, estamos criando adultos que desmoronam ao primeiro sinal de problema
Superproteger crianças pequenas não é a melhor maneira de garantir um bom futuro para elas.
Vivemos na era da hiperparentalidade, pois nunca antes houve tanta informação sobre como criar filhos e, paradoxalmente, nunca antes houve tanta culpa. O fato de alguns pais temerem que uma resposta dura, uma separação ou o tempo excessivo em frente às telas prejudiquem irreversivelmente seus filhos é compreensível. Mas a verdade é que estamos superprotegendo as crianças.
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Uma especialista
Diante dessa ansiedade, a psicóloga infantil Ana Aznar, autora de Educar Também Significa Dizer Não, propõe uma mudança de paradigma: a parentalidade realista. Sua tese é que a superproteção está criando uma geração com baixa tolerância à frustração e que os pais precisam retomar a autoridade (não o autoritarismo). Nesse sentido, a ciência tem muito a dizer sobre o verdadeiro impacto das decisões parentais na vida adulta dos filhos.
O mito do determinismo
Uma das maiores fontes de ansiedade nesses casos é a ideia de que o que acontece na infância determina o destino de uma pessoa. Mas isso não é totalmente verdade. Um estudo clássico que acompanhou milhares de pessoas nascidas entre 1958 e 1970 indicou que todas as variáveis da infância combinadas, como situação econômica, características familiares e saúde, explicam apenas entre 2,8% e 6,8% da variação na satisfação com a vida aos 30 anos.
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