Novelas de Benedito Ruy Barbosa: relembre os maiores sucessos do autor
Autor mudou a teledramaturgia
Benedito Ruy Barbosa, autor de mais de 30 novelas que moldaram a TV brasileira, faleceu aos 95 anos em São Paulo por doença renal crônica. A lista celebra seus maiores sucessos, como 'O Rei do Gado', 'Pantanal', 'Cabocla', 'Sinhá Moça' e 'Terra Nostra', destacando como suas obras marcaram gerações com histórias emocionantes e temas sociais relevantes. 🌿
A MALU listou novelas marcantes do lendário autor
No último dia 7 de julho, o Brasil se despediu de Benedito Ruy Barbosa. Ele faleceu em São Paulo, aos 95 anos, em decorrência de uma doença renal crônica. Conhecido por construir verdadeiras sagas na televisão, o autor foi responsável, entre 1966 e 2016, por mais de 30 novelas que entraram para o imaginário popular e ajudaram a moldar a identidade brasileira — com passagens inesquecíveis pela Rede Globo e pelas extintas TV Excelsior, Tupi e Manchete. Como nossa última homenagem, reunimos alguns de seus grandes sucessos.
O Rei do Gado (1996)
Considerada por muitos uma das melhores novelas de todos os tempos. A trama conta a saga de Bruno Mezenga (Antonio Fagundes) e Luana Berdinazi (Patricia Pillar), descendentes de duas famílias de imigrantes italianos rivais. Ao se envolverem, os dois redimem o ódio entre seus familiares, mas não sem antes enfrentar inúmeros desafios. A obra marcou sua geração por misturar um romance trágico com discussões sociais importantes, como o direito à terra. Disponível no Globoplay.
Pantanal (1990)
Clássico indiscutível que foi um verdadeiro divisor de águas na televisão, a trama deu à Rede Manchete a liderança de audiência durante sua exibição, trazendo o 'Brasil raiz' do interior para as casas dos brasileiros. Misturava consciência ambiental, misticismo folclórico e, claro, a história de amor da mulher que virava onça, Juma (Cristiana Oliveira), e Jove (Marcos Winter). Em 2022, ganhou um remake na Globo, comandado por Bruno Luperi, neto de Benedito.
Cabocla (1979 e 2004)
Uma prática que marcaria a carreira do autor seria supervisionar os remakes de suas próprias obras — entre elas, Cabocla. Enquanto em 1979 o romance entre o mulherengo Luís Jerônimo e a corajosa Zuca ganhou vida com Fábio Jr. e Glória Pires, na nova versão de 2004 os papéis principais ficaram a cargo de Daniel de Oliveira e Vanessa Giácomo. Disponível no Globoplay.
Sinhá Moça (1986 e 2006)
Um dos grandes marcos de Benedito, ironicamente, teve sua primeira versão produzida às pressas por conta de problemas internos na emissora, inspirada no livro homônimo da escritora Maria Dezonne Pacheco Fernandes. Em 1986, foi protagonizada por Lucélia Santos e Marcos Paulo, que deram vida ao casal abolicionista formado por Sinhá Moça e Rodolfo.
Com o remake de Cabocla aclamado pelo público, revisitá-la foi uma escolha natural, que dessa vez contou com o apoio de suas filhas, as autoras Edmara e Edilene Barbosa, para atualizar o texto. Na nova roupagem, os papéis principais ficaram com Débora Falabella e Danton Mello. Disponível no Globoplay.
Meu Pedacinho de Chão (1971 e 2014)
Outro de seus grandes trabalhos que ganhou nova roupagem, a versão original foi sucesso de audiência e encantou o público com uma fábula sobre infância e justiça. Embora o fenômeno não tenha se repetido em 2014, a produção ensinou que números não são tudo. Mesmo incompreendida em sua época, a novela marcou a televisão por seu capricho estético e lúdico nos figurinos e cenários, rendendo prêmios importantes e deixando saudades. Disponível no Globoplay.
Terra Nostra (1999)
A imigração italiana sempre foi um tema recorrente nas histórias de Benedito, sendo Terra Nostra uma de suas produções mais famosas. A saga dos jovens italianos Giuliana (Ana Paula Arósio) e Matteo (Thiago Lacerda), profundamente apaixonados, mas separados pelo destino ao desembarcarem no Brasil, mexeu com os sentimentos de milhões de telespectadores. Disponível no Globoplay.
Outros sucessos do autor incluem: Paraíso (1982 e 2009), Renascer (1993), Velho Chico (2016), A Última Testemunha (1968) e Esperança (2002).
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