No aniversário de Maria Padilha, faça este ritual de atração
Prática reúne banho de ervas, oração e mentalização em uma data dedicada a uma das pombagiras mais conhecidas da Umbanda e da Quimbanda
Celebrada em 15 de outubro, Maria Padilha, pombagira ligada ao amor, poder feminino e caminhos abertos, é homenageada com rituais como banhos de ervas para atração e autoestima. Sua figura remonta à nobre castelhana do século XIV Maria de Padilla, consorte de Pedro I, cuja influência gerou lendas sobre feitiçaria que atravessaram séculos até se integrarem às religiões de matriz afro-brasileira, como Umbanda e Quimbanda, consolidando-a como um forte símbolo místico de sensualidade e conquista.
Nesta terça-feira (15), celebra-se o aniversário de Maria Padilha, uma das pombagiras mais conhecidas das tradições em que é cultuada. Associada à sensualidade, ao poder feminino e às questões amorosas, sua figura também aparece ligada à abertura de caminhos e à busca por conquistas.
Para marcar a data, então, uma das práticas associadas ao seu nome é o banho de Maria Padilha. Feito com ervas, o ritual pode ser realizado à noite, antes de dormir, com o objetivo de fortalecer a atração, a autoestima, a coragem e o bem-estar espiritual.
Como fazer o ritual de Maria Padilha?
Primeiro, ferva a água e acrescente as ervas escolhidas para o banho. A composição pode variar conforme a tradição, mas costuma incluir rosas vermelhas ou cor-de-rosa, associadas ao amor e à autoestima; jasmim e melissa, ligados à leveza, ao encanto e à atração; cravo-da-índia e pimenta-rosa, relacionados à força, à paixão e ao poder pessoal; além de hibisco e sálvia.
Em seguida, espere o preparo atingir uma temperatura agradável e coe. Depois do banho de higiene habitual, despeje a mistura pelo corpo. Nesse momento, concentre-se naquilo que deseja atrair e repita a oração: "Maria Padilha, hoje peço tuas bênçãos. Senhora dos caminhos, Rainha da beleza, conselheira do amor e Dona de muitas riquezas, eu (diga seu nome completo), consagro este banho com tua magia. Torne o meu ser dotado de beleza, amor e alegria."
Após o banho, a orientação é acender uma vela vermelha em um pires e um incenso. Por fim, feche os olhos, respire profundamente e mentalize seus pedidos. Ao usar a vela, mantenha-a sobre uma superfície firme e longe de materiais inflamáveis. Além disso, não deixe a chama acesa sem supervisão.
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Maria Padilha e associação à pombagira
Antes de ganhar novos significados no imaginário religioso brasileiro, o nome Maria Padilha já circulava havia séculos em narrativas relacionadas ao poder, ao amor e à magia. Uma das figuras ligadas a essa trajetória é Maria de Padilla, nobre castelhana que viveu no século XIV e manteve uma longa relação com Pedro I de Castela.
Os dois tiveram quatro filhos. Maria, no entanto, morreu em 1361 e, posteriormente, Pedro declarou que havia se casado secretamente com ela. A afirmação levou ao seu reconhecimento póstumo como rainha. Ao mesmo tempo, histórias sobre a influência que exercia sobre o monarca contribuíram para que seu nome aparecesse em narrativas envolvendo encantamentos e feitiçaria.
Ao longo dos séculos, essas histórias ultrapassaram o ambiente da corte e ganharam novos contornos no imaginário popular. O nome de Maria de Padilla passou a circular em narrativas, conjuros e referências ligadas à magia. Mais tarde, essas influências se encontraram no Brasil com diferentes elementos culturais e religiosos.
Nesse processo, Maria Padilha ganhou destaque entre as pombagiras, especialmente em vertentes da Umbanda e da Quimbanda. Hoje, o nome aparece em diferentes falanges e manifestações, que variam conforme cada tradição religiosa. Em algumas delas, sua atuação se relaciona às encruzilhadas e às questões afetivas, enquanto sua figura também carrega símbolos de sensualidade e poder feminino.
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