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Nem toda dor lombar vem da coluna, e muitas mulheres descobrem isso tarde

A relação entre endometriose e lombalgia pode passar despercebida. Entenda quando a dor nas costas pode ter outra origem.

11 mai 2026 - 12h00
(atualizado às 16h00)
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Endometriose e lombalgia.
Endometriose e lombalgia.
Foto: SaúdeLAB

A dor nas costas nem sempre começa na coluna. Em algumas mulheres, a relação entre endometriose e lombalgia pode existir quando a doença acomete estruturas profundas da pelve, especialmente regiões próximas a nervos importantes.

Quando se fala em endometriose, é comum pensar em cólica menstrual intensa, dor pélvica ou dificuldade para engravidar. Mas a doença pode ir além disso.

Em casos mais profundos, ela pode atingir áreas próximas a nervos da pelve e provocar sintomas que confundem tanto a paciente quanto a investigação clínica.

É por isso que algumas mulheres passam anos tratando "dor lombar", "dor no ciático" ou "dor muscular" sem perceber que, em parte dos casos, a origem do problema pode estar relacionada à endometriose.

Por que a endometriose pode causar dor lombar?

A endometriose pode acometer diferentes estruturas da pelve.

Nas formas profundas da doença, os focos podem surgir próximos ao paramétrio, um tecido conjuntivo que ajuda a sustentar o útero dentro da pelve.

Essa região fica perto de nervos importantes. Quando há inflamação, fibrose ou acometimento dessas estruturas nervosas, a dor pode irradiar para áreas que, à primeira vista, parecem não ter relação com o útero ou com o ciclo menstrual.

Nesses casos, algumas pacientes podem sentir dor na lombar, na virilha, na perna ou até dificuldade para realizar determinados movimentos.

Quando a dor não parece ginecológica

Um dos grandes desafios é que a dor causada pela endometriose nem sempre aparece como uma cólica típica.

Em algumas mulheres, os sintomas podem incluir:

  • dor lombar ou dor pélvica profunda;
  • dor na virilha;
  • dor ao dobrar a perna para sentar;
  • desconforto ao se movimentar;
  • piora da dor ao permanecer muito tempo sentada;
  • sensação de dor irradiada para a perna;
  • alterações associadas à bexiga ou ao intestino.

Isso acontece porque, nessa região, passam nervos envolvidos tanto na parte motora quanto em funções urinárias e intestinais. Entre eles, estão nervos ligados à movimentação da perna e à sensibilidade da pelve.

Ou seja, a endometriose não se resume à presença de focos no peritônio ou às cólicas menstruais. Em algumas pacientes, ela também pode interferir na função dos nervos, nos movimentos e no padrão da dor.

Nem sempre os exames mostram alterações

Outro ponto importante é que esse tipo de acometimento pode não aparecer claramente nos exames.

Muitas vezes, a paciente realiza exames de imagem, eletroneuromiografia ou outras avaliações, e os resultados não mostram alterações evidentes.

Isso não significa, necessariamente, que a dor não exista ou que tenha origem emocional.

Algumas formas de endometriose profunda, principalmente quando envolvem nervos da pelve, exigem avaliação clínica cuidadosa e profissionais familiarizados com a doença.

O exame é importante, mas não substitui a escuta da história da paciente e a análise dos sintomas ao longo do ciclo menstrual.

Dor lombar persistente merece investigação

É importante lembrar que a lombalgia possui muitas causas possíveis, especialmente problemas musculares e alterações da coluna.

Ainda assim, quando a dor nas costas aparece junto de sintomas pélvicos, menstruais, intestinais ou urinários, vale ampliar a investigação.

Sinais como dor pélvica, dor durante a relação sexual, piora dos sintomas no período menstrual ou desconforto irradiado para virilha e pernas podem justificar uma avaliação ginecológica especializada.

O diagnóstico correto ajuda a evitar tratamentos incompletos e atrasos que podem comprometer a qualidade de vida.

Endometriose pode afetar nervos e movimento

A endometriose é uma doença complexa e pode se manifestar de formas muito diferentes de uma mulher para outra.

Em algumas pacientes, o principal sintoma é a cólica intensa. Em outras, podem surgir dor intestinal, dor urinária, infertilidade ou dor lombar persistente.

Há ainda casos em que a principal queixa envolve dificuldade para se movimentar, sentar ou permanecer muito tempo na mesma posição.

Por isso, dor lombar persistente (principalmente quando acompanhada de sintomas pélvicos) não deve ser ignorada.

Embora nem toda lombalgia esteja relacionada à endometriose, reconhecer essa possibilidade em casos específicos pode ser um passo importante para chegar ao diagnóstico correto e buscar um tratamento mais adequado e individualizado.

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Fonte: SaúdeLAB
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