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Especialistas dão dicas de como lidar com a nova família

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- Em toda separação é necessário que pai e mãe continuem presentes na vida dos filhos.

» "Família mosaico" é o retrato do século XXI


- Nunca veja na criança a imagem da ex-mulher ou do ex-marido do seu novo companheiro. Olhe a criança em sua individualidade.

- O mesmo pode acontecer com a criança, que vê no padrasto ou na madrasta a representação da pessoa que "roubou" seu pai ou sua mãe. O novo casal precisa estar muito unido para lidar com essa situação.

- Se as crianças têm de 3 a 6 anos e se a nova configuração familiar foi bem feita - no sentido de não levar de repente um homem para dormir em casa, no caso da mulher, ou o novo companheiro aceitar as crianças e colocar o convívio aos poucos -, elas podem aceitar bem. Ao contrário, se essa relação for imposta ou muito rápida, a situação pode complicar.

- Há também complicações com os filhos adolescentes, porque eles podem se sentir "roubados". Ou seja, é a hora deles namorarem e, por isso, acham ridículo ver o pai ou mãe namorar. E costumam reagir mal a essa situação.

- Geralmente a rejeição das crianças ao novo(a) companheiro(a) do pai ou da mãe acontece porque foi imposto ou aconteceu de forma prematura. É importante que essa pessoa rejeitada tenha disponibilidade para conquistar a confiança das crianças, para se interessar por elas. As crianças sentem - e rejeitam - quando o novo companheiro não se interessa por elas.

- A amizade com padrasto ou madrasta nunca deve ser imposta. Amizade se conquista com o tempo, como em qualquer relação.

- Os novos companheiros devem ter em mente que não são os pais das crianças. É preciso ter regras na casa, sim, mas também é necessário respeitar o desejo das crianças ou adolescentes, que podem não se sentir à vontade em dividir certos assuntos, como sexualidade.

- As pessoas precisam trabalhar os conflitos e aprender a lidar com essa nova situação familiar, porque acarreta muito sofrimento para todos os lados - os filhos, para os ex, para os novos companheiros. Na medida do possível precisa ser melhorada, mesmo que seja necessária a presença de um profissional.


Fontes: Terapeuta Magdalena Ramos, professora do Núcleo de Casal e Família da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo); psicólogo Miguel Perosa, professor do Departamento de Psicologia da PUC-SP; e psicóloga Angélica Capelari, professora de psicologia da Universidade Metodista de São Paulo

Fonte: Redação Terra
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