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Muito além de um cumprimento: abraços podem curar sintomas depressivos

Psicólogos explicam a importância desse ato para o nosso bem-estar

22 mai 2021 12h02
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Abraçar vai muito além do ato físico!
Abraçar vai muito além do ato físico!
Foto: Shutterstock / Alto Astral

Abraço, segundo o dicionário, é um substantivo masculino cujo significado é: o ato de abraçar; apertar entre os braços; amplexo. Em sentido figurado, a palavra quer dizer "demonstração de afeto" e "amizade". 

Ele é tão importante em nossas vidas que tem um dia reservado para a sua comemoração, hoje, 22 de maio. No entanto, o que muitas pessoas não sabem é que abraçar vai além de demonstrar carinho, essa ação impacta diretamente em nosso bem-estar e saúde mental. 

Uma pesquisa realizada pela equipe de psicologia da Carnegie Mellon University, nos Estados Unidos, afirma que abraços podem agir diretamente em sintomas de depressão, ansiedade e estresse, sentimentos que nos abalam emocionalmente. Por conta desse estudo, publicado na revista científica Psychological Science, criou-se o termo "Terapia do Abraço".  Talvez, você nem soubesse disso e ainda sim já se sentiu melhor ao receber esse gesto. 

Assim, abrir mão desse ato de amor provavelmente é uma das abdicações mais difíceis durante o período de isolamento social, instituído para o combate à pandemia do Covid-19. Especialmente porque ao passar por um momento difícil, tendemos a buscar conforto no afeto e companhia de pessoas queridas.

Desde o ano passado, portanto, o "Dia do Abraço" aconteceu em formato diferente, mas não perdeu a importância, principalmente para crianças e idosos, os que mais sofrem com o distanciamento. 

E por mais difícil que a situação seja, é necessário encontrar outras maneiras de demonstrar o seu amor e de se sentir amado, tanto nesse dia especial, quanto em todos os outros. Essa é a proposta do psicólogo Henrique Souza, cofundador da Eurekka, focada em saúde e bem-estar através de atendimentos psicológicos. 

Ele relembra que existem várias formas de abraçar uma pessoa sem que, de fato, haja o contato físico entre ambos: "você pode começar perguntando se ele está bem, se os familiares dela estão bem, pode fazer uma chamada de vídeo para estabelecer mais contato ou até mesmo dar suporte em alguma necessidade, como ir à padaria ou mercado", garante. 

Quem partilha da mesma opinião é o também psicólogo Júlio Frota Lisbôa, cofundador e CEO do grupo. Ele acredita que não poder estar fisicamente presente não é sinônimo de abandono, basta expressar esse afeto de outra forma. "As pessoas podem adotar pequenas boas atitudes ao longo do dia que vão impactar positivamente no bem-estar", aconselha. 

Os profissionais contam que atendem muitos jovens e adultos com queixas de situações que podem parecer pequenas, mas capazes de gerar um grande impacto em suas vidas, como a falta de atenção por parte de familiares. Júlio alerta que esse sentimento pode estar presente na maioria das pessoas, mas muitas não se abrem para conversar. 

A dupla acredita que um passo importante para resolver essas questões do cotidiano é falar sobre psicologia e saúde mental de uma forma simples e sugerem que nesse Dia do Abraço todos nós nos esforcemos para "abraçar" quem amamos da maneira mais criativa possível, sem perder o amor.

Consultoria: Henrique Souza, psicólogo e cofundador da Eurekka; Júlio Frota Lisbôa Pereira de Souza, psicólogo, cofundador e CEO da Eurekka.

Alto Astral
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