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Mudar de casa frequentemente na infância aumenta risco de doenças na vida adulta, diz estudo

Instabilidade residencial pode afetar saúde mental a longo prazo, diz estudo

10 jun 2025 - 10h50
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Uma pesquisa realizada na Dinamarca revelou dados importantes sobre crianças que mudam de casa com frequência. De acordo com os dados, elas têm maior propensão a desenvolver transtornos mentais na vida adulta, especialmente a depressão. O estudo acompanhou cerca de 1,1 milhão de pessoas nascidas entre 1981 e 2001 no país, e os resultados foram claros: aproximadamente 35 mil delas foram diagnosticadas com depressão ao longo da vida.

Estudo na Dinamarca revela que crianças que mudam de casa frequentemente tem maiores chances de desenvolver transtornos na vida adulta
Estudo na Dinamarca revela que crianças que mudam de casa frequentemente tem maiores chances de desenvolver transtornos na vida adulta
Foto: Reprodução: MART PRODUCTION/Pexels / Bons Fluidos

Adolescência é um período crítico

O risco se mostrou mais significativo entre os 10 e 15 anos de idade. Segundo os dados, crianças que mudam de casa uma vez neste período apresentam 41% mais chances de desenvolver depressão no futuro. Quando as mudanças são mais frequentes, o risco sobe para 61%.

Lares estáveis fazem diferença

Clive Sabel, autor principal do estudo, destacou que a estabilidade no lar é essencial para o bem-estar emocional. Mesmo quando as mudanças ocorrem em bairros de alta renda, elas podem prejudicar a saúde mental das crianças e adolescentes. A pesquisa sugere que a constante adaptação a novos ambientes e a perda de vínculos sociais podem afetar negativamente o desenvolvimento psicológico.

Além da depressão, jovens que passam por muitas mudanças residenciais também demonstraram maior tendência a comportamentos de risco, como abuso de substâncias, envolvimento com violência e tentativas de suicídio.

Atenção aos sinais

A depressão pode se manifestar por meio da tristeza persistente, irritabilidade, insônia, alterações no apetite, falta de interesse por atividades do dia a dia e outros sintomas importantes. Identificar os sinais e buscar apoio profissional é fundamental para o tratamento.

ESTUDO DESCOBRE QUE DEMÊNCIA PODE DAR SINAIS NA PRIMEIRA INFÂNCIA

Estima-se que, atualmente, mais de 60 milhões de pessoas convivam com demência no mundo. No total, cerca de 1,5 milhão de mortes acontecem por ano, segundo registros, em consequência da doença, com o impacto de US$ 1,3 trilhão (mais de R$ 7 trilhões) na economia global da saúde. Embora ainda não exista uma cura para a doença, especialistas apontam que até 45% dos casos poderiam ser evitados com a redução de fatores de risco - muitos com origem na infância.

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