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Menopausa afeta a circulação e aumenta risco de doenças

A menopausa impacta na circulação e pode causar doenças cardiovasculares - uma das principais causas de morte no Brasil

3 mar 2026 - 13h54
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A menopausa impacta na circulação e pode causar doenças cardiovasculares - uma das principais causas de morte no Brasil

Com a queda hormonal na menopausa, o estrogênio - que exerce um papel protetor sobre os vasos sanguíneos - diminui. Como consequência, os vasos tendem a perder flexibilidade e o risco de formação de placas de gordura nas artérias aumenta progressivamente.

Menopausa afeta a circulação e aumenta risco de doenças
Menopausa afeta a circulação e aumenta risco de doenças
Foto: Revista Malu

"O estrogênio funciona como um aliado da saúde vascular. Quando ele cai, o organismo feminino passa a se comportar, do ponto de vista cardiovascular, de maneira mais semelhante ao masculino", explica o médico Caio Focássio, cirurgião vascular e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Afinal, ele conta que a menopausa não representa apenas o fim do ciclo reprodutivo, mas uma transição biológica que altera o funcionamento do sistema circulatório.

Aumento do risco cardiovascular na menopausa com a queda de estrogênio

Após a menopausa, cresce a incidência de hipertensão arterial, alterações no colesterol, aumento de casos de doença arterial periférica, trombose, infarto e AVC. Por isso, o médico argumenta: "Muitas mulheres associam a menopausa apenas a sintomas como ondas de calor e alterações de humor, mas deixam de observar sinais circulatórios importantes, como inchaço persistente nas pernas, dor ao caminhar, sensação de peso ou cansaço vascular, mas é a prevenção cardiovascular que deve ganhar protagonismo nessa fase da vida", explica.

Obesidade, sedentarismo e doença vascular na menopausa

Além disso, ele conta que, outro ponto crítico é a mudança metabólica que ocorre após a menopausa. Há maior tendência ao acúmulo de gordura abdominal, resistência à insulina e redução de massa muscular.

Esse cenário favorece a inflamação crônica, aumento da pressão arterial, piora da circulação e maior risco de trombose. "O sedentarismo e o ganho de peso funcionam como multiplicadores de risco. A menopausa não é doença, mas é um momento em que o estilo de vida passa a ter impacto ainda maior na saúde vascular", reforça o cirurgião vascular.

Como reduzir o risco cardiovascular na menopausa

"O grande segredo está em praticar atividade física regularmente, manter o controle do peso, realizar avaliações periódicas de pressão e colesterol e investigar os sintomas circulatórios sempre com acompanhamento médico individualizado", finaliza o médico.

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