Jejum espiritual: prática ensina sobre disciplina emocional
Descubra como o exercício de abrir mão de excessos pode transformar sua disciplina emocional e trazer clareza para sua jornada interior
Quando ouvimos a palavra "jejum", nossa mente corre direto para dietas ou saúde física. Mas, no universo esotérico e nas tradições espirituais, essa prática guarda um segredo muito mais profundo.
O jejum espiritual é, na verdade, um exercício de liberdade. Ele serve para fortalecer o espírito e trazer domínio sobre as nossas emoções mais intensas.
Vivemos em um mundo barulhento, cheio de notificações, pressões e consumo imediato. Nesse cenário, o jejum surge como um respiro. Ele nos convida a desacelerar e a olhar para dentro. É um convite para entender que nem todo desejo precisa ser satisfeito no segundo em que aparece.
1. O que é o jejum espiritual na prática?
Diferente das dietas, o jejum espiritual propõe uma pausa consciente. Segundo João Queiroz, teólogo e especialista em comportamento do aplicativo Hallow, a prática ensina a não reagir automaticamente aos próprios impulsos. "O jejum educa a vontade. Ele ajuda a pessoa a desenvolver domínio emocional", explica João.
Você pode jejuar de alimentos, claro. Mas também pode jejuar de redes sociais, de fofocas, de compras por impulso ou até de reclamações. A ideia central não é a privação pela dor. O foco é o fortalecimento da sua capacidade de escolha. Quando você diz "não" para um desejo momentâneo, você diz "sim" para o seu fortalecimento interior.
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2. O jejum como um espelho da alma
Você já percebeu como usamos estímulos externos para fugir do que sentimos? Às vezes, comemos sem fome ou rolamos o feed do Instagram apenas para não encarar um desconforto. No jejum espiritual, esses estímulos diminuem e as emoções emergem. É aí que a mágica da transformação acontece.
Nesse processo, sensações como impaciência ou irritabilidade podem aparecer. João Queiroz esclarece que o jejum funciona como um espelho: "Ele revela o que está desorganizado dentro de nós. Não cria fragilidades, apenas as torna visíveis". Ao encarar esse desconforto com consciência, você promove um amadurecimento emocional profundo. Você deixa de ser refém das suas reações instintivas.
3. Disciplina emocional e resiliência
Um dos maiores ensinamentos dessa prática é aprender a tolerar o desconforto. Vivemos em uma sociedade que busca eliminar qualquer incômodo imediatamente. Queremos respostas rápidas e alívio instantâneo. No entanto, a resiliência nasce justamente na capacidade de sustentar pequenas frustrações.
A disciplina emocional surge quando compreendemos que o desconforto não é um inimigo. Às vezes, ele é um professor. Aprender a silenciar a mente e o corpo ajuda a criar um "músculo" emocional. Com o tempo, você se torna uma pessoa mais paciente e menos reativa diante dos problemas da vida cotidiana.
4. Como aplicar o jejum no seu dia a dia
Você não precisa de rituais complexos para começar. O jejum espiritual pode ser aplicado de forma simples e direta na sua rotina:
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Jejum de reclamações: Passe um dia inteiro sem proferir uma queixa. Foque na gratidão.
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Jejum digital: Estabeleça horários para se desconectar totalmente do celular.
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Jejum de impulsividade: Antes de comprar algo ou responder de forma agressiva, respire e espere dez minutos.
João Queiroz pontua que, sem um propósito, o jejum é apenas um sacrifício vazio. Por isso, coloque uma intenção na sua prática. Seja para encontrar mais paz, seja para se conectar com o Divino ou para melhorar seus relacionamentos.
5. O caminho para o equilíbrio interior
O jejum espiritual tem ganhado espaço porque dialoga com a nossa necessidade de sentido. Estamos cansados de soluções rasas. Queremos algo que nos transforme por dentro. Ao escolher conscientemente abrir mão de algo, você retoma o controle da sua própria vida.
Como bem conclui João, o jejum é uma escola de paciência e clareza. Ele mostra que a verdadeira liberdade não é fazer tudo o que se quer. Liberdade é conseguir escolher com consciência o que faz bem para sua alma. É um caminho de humildade que prova que o fortalecimento real começa sempre de dentro para fora.
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