IBGE mostra que brasileiros estão casando menos e se divorciando mais; veja dados
Pandemia influenciou na queda de registros de casamentos civis
IBGE aponta queda de 3% no número de casamentos e aumento de 4,9% nos divórcios em 2023, refletindo impactos da pandemia; destaque para recorde de casamentos homoafetivos femininos.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou as Estatísticas do Registro Civil 2023 nesta sexta-feira, 16, com dados do número de casamentos e divórcios registrados nos últimos anos.
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A pesquisa mostrou que 940.799 brasileiros se casaram em 2023 e outros 440.827 se divorciaram no mesmo ano. O número de casamentos é 3% menor do que no ano anterior, enquanto o de divórcios é 4,9% maior em comparação a 2022.
Em contrapartida, o número de casamentos homoafetivos aumentou, especialmente entre as mulheres. Em 2023, houve 7 mil registros de casamento civil entre mulheres, quebrando o recorde de 2022, com 6,6 mil uniões.
Entre os homens, houve um recuo de 4,9% em comparação ao ano anterior, com 4.175 casamentos. No geral, desde 2013, o casamento entre pessoas do mesmo sexo triplicou e alcançou a marca de quase 11,2 mil oficializações em dez anos.
Segundo o IBGE, a partir do ano de 2016, o número total de registros de casamentos vem apresentando queda, principalmente entre 2019 e 2020. "A redução importante no número de casamentos civis, nesse período, parece ter estreita relação com o cenário de pandemia de COVID-19 e as medidas de distanciamento previstas", disse o instituto.
As taxas de nupcialidade legal, que fornecem uma dimensão do número de registros de casamentos em relação à população, foram maiores nas regiões Sudeste (6), Centro-Oeste (6,5) e Norte (5,6), enquanto nas regiões Nordeste (4,8) e Sul (5,1) houve uma redução.
No Brasil, para cada 1.000 habitantes acima de 15 anos, 5,6 pessoas, em média, uniram-se por meio do casamento civil em 2023. Já as maiores taxas de nupcialidade legal por Estado foram verificadas em Rondônia (9,1), Acre (8,5), Distrito Federal (7,9), Mato Grosso (7,0) e Espírito Santo (6,9).
Em relação ao número de divórcios, a pesquisa mostrou que as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores variações, com aumento dos divórcios, entre 2022 e 2023. No Centro-Oeste o aumento foi de 16,8%, enquanto no Norte foi de 13,1%. O Nordeste registrou aumento de 9,9%, o Sul 1,5% e Sudeste 1,2%.
Os divórcios judiciais concedidos em primeira instância corresponderam a 81,8% dos divórcios do Brasil em 2023. Nesse mesmo ano, entre pessoas de sexos diferentes, a cada 100 casamentos registrados, ocorreram cerca de 47,4 divórcios no País.
A taxa geral de divórcios, isto é, o número de divórcios para cada 1.000 pessoas de 20 anos ou mais de idade foi de aproximadamente 2,8% em 2023, informou o IBGE.
Ainda segundo a pesquisa, em 2023, o Estado de Rondônia (5,0%) e o Distrito Federal (4,2%) tiveram as maiores taxas de divórcio. Já as menores foram observadas no Pará (0,8%) e em Roraima (0,3%). Em média, os homens se divorciaram em idades mais avançadas que as mulheres, com média de 44,3 anos, enquanto as mulheres apresentaram média de 41,4 anos de idade.
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