Você sabia que uísque escocês tem mais malte que o irlandês?
Escoceses e irlandeses detém as mais antigas tradições na produção de uísques.
Escoceses e irlandeses detém as mais antigas tradições na produção de uísques. Segundo o escritor britânico especialista no tema, Michael Jackson, no seu livro Whiskey - The Definitive World Guide (Dorling Kindersley, 2005), os romanos desenvolveram na Irlanda a destilação de uvas. A bebida resultante desta destilação era conhecida como aqua vitae que, no idioma local, significaria uisce Beatha. O tempo e a disponibilidade do que a terra dava se encarregariam de substituir as uvas por grãos, e as incursões inglesas no território irlandês teriam sido responsáveis por transformar o vocábulo em ushky, e depois whiskey.
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A história ainda se encarregaria de dar características singulares ao uísque irlandês. Uma delas é o não uso de turfa nos fornos de secagem e tosta dos grãos utilizados no uísque irlandês. A turfa, amplamente utilizada pelos escoceses, transfere para a bebida aromas defumados e terrosos, menos presentes nos irlandeses. Também uma sobretaxação no malte teria feito com que destiladores na Irlanda reduzissem seu uso na elaboração da bebida. Desta forma, segundo Jackson, o uísque irlandês tornou-se mais fácil de ser apreciado quando comparado aos complexos uísques escoceses.
Por fim, uma última característica típica do uísque irlandês é a tripla destilação. As três destilarias da Irlanda, comparativamente às centenas existentes na Escócia, produzem grandes volumes da bebida, na sua maioria tridestilados e fazendo uso de destiladores de coluna, de produção contínua.