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Hiperfoco do TEA, amor pela arte e pelo seu cachorro levaram Rafael Mantesso a se tornar artista

Muitas vezes, para entendermos o ponto de vista de alguém, precisamos pensar ou enxergar a vida da mesma forma; então conheça a história inspiradora do publicitário

3 set 2025 - 14h51
(atualizado às 15h51)
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Muitas vezes, para entendermos o ponto de vista de alguém, precisamos pensar ou enxergar a vida da mesma forma. E, no caso do Transtorno do Espectro Autista (TEA), e da história do Rafael Mantesso, que vamos te apresentar agora, é necessário saber sobre o hiperfoco que pessoas com essa neurodivergência possuem. No Seminário LIDE Inclusão desta quarta-feira (3), o artista começou exemplificando, então, com a história de sua amiga.

Conheça a história de Rafael Mantesso, que, após perder tudo, graças ao hiperfoco pela arte e ao amor pelo cachorro, encontrou seu caminho
Conheça a história de Rafael Mantesso, que, após perder tudo, graças ao hiperfoco pela arte e ao amor pelo cachorro, encontrou seu caminho
Foto: Reprodução Instagram/@rafaelmantesso / Bons Fluidos

Quanto pessoas estão dispostas a contratar pessoas brilhantes?

Ela é especialista em direito tributário, e possui diversas especializações, mestrado e doutorado no assunto. "É brilhante! Só que para trabalhar, em um escritório de advocacia, tem luz branca, precisa usar um sapato de salto alto, saia e meia-calça específicas. Além disso, deve ir a almoços com os amigos, ser sociável e engraçada, sendo que podia estar fazendo a empresa ganhar muito mais ou gastar muito menos se estivesse em casa, de pijama e pantufa. Mas o quanto as pessoas estão dispostas a contratar alguém como ela e aceitar que trabalhe nessas condições?", indaga.

O hiperfoco, a arte e o amor por cachorro o levaram ao seu destino

No caso de Mantesso, a história foi para outro rumo. Seu hiperfoco era em Gastronomia. Dessa forma, ele fundou o Instituto Alex Atala e abriu um restaurante, que acabou falindo. E quando isso aconteceu, sua vida se tornou uma verdadeira avalanche. "Logo depois, meu casamento acabou e eu, aos 30 anos de idade, tive meu diagnóstico de autismo. Nessa época, eu tinha um bull terrier. Morávamos em um apartamento em Belo Horizonte, que ficou vazio", relembra.

Apesar da ausência de sua antiga rotina, Jimmy Choo, seu cachorro, não o deixou cair. "Esse animalzinho estava lá, numa felicidade absurda. Corria por todo canto. Estava, de fato, aproveitando aquela liberdade e isso, para mim, foi muito inspirador. Então comecei a desenhar em volta dele, usando a parede de casa, e postar essas fotos no Instagram. Era uma forma minha de se expressar", conta.

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Mas não só foi uma válvula de escape para canalizar seus sentimentos, como o encontro com uma nova profissão. "A arte foi um lugar que eu encontrei para conseguir ser eu mesmo. Hoje, eu não quero sair, quero ficar de pijama, não vou lavar meu cabelo, e não enfrentar um lugar que geralmente uma pessoa enfrenta. E essas fotos viralizaram tanto, que chegou ao ponto de assinarmos uma coleção com a marca de sapatos que tem o nome do meu cachorro. Depois, lançamos um livro, que foi best-seller no New York Times, e ganhamos o Emmy Awards. A chave mudou", reflete.

Veja outro trecho de sua história e a reflexão sobre quem vive de arte:

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