Há anos ouvimos que "uma taça de vinho por dia faz bem à saúde", mas a ciência já provou que não é bem assim
O consumo frequente da bebida está associado a diversos riscos a saúde; entenda mais
Muitas vezes ouvimos dizer que "uma taça de vinho por dia faz bem à saúde". Outras vezes, que "a quantidade diária recomendada de álcool é zero". Afinal, quem está certo nesse debate?
As discussões sobre os benefícios e prejuízos de um alimento não se limitam às bebidas fermentadas, como vinho ou cerveja. A relação entre ovos e colesterol é um exemplo clássico, mas também há aparentes contradições em torno do consumo de café, arroz e batata.
A saúde humana tem muitas dimensões e nossa alimentação é bastante variada — mesmo dietas pouco nutritivas envolvem a ingestão de uma ampla gama de compostos, presentes nos próprios ingredientes ou adicionados a eles. Justamente por isso, estudar em detalhes o efeito de cada produto é uma tarefa complexa.
A ciência, portanto, costuma avançar de forma gradual, com uma sucessão de estudos que parecem se contradizer, mas que, na prática, apenas refinam o conhecimento. Com o acúmulo dessas pesquisas, temos hoje uma compreensão cada vez mais clara do que acontece no organismo quando consumimos álcool — mesmo que seja apenas "uma ou duas taças" de vinho.
Para entender melhor o debate, vale começar perguntando: afinal, o que o vinho tem de bom? A ideia de que ele possa trazer benefícios à saúde se baseia principalmente nos polifenóis — substâncias não nutritivas, mas com ação antioxidante.
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