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François de La Rochefoucauld, filósofo: "Nunca somos tão felizes nem tão infelizes quanto pensamos"

Segundo o duque francês, o ego modifica a percepção da mente — e isso altera a forma como as emoções são interpretadas

5 jul 2026 - 10h19
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Foto: Minha Vida

Poeta, aristocrata, político, soldado e também filósofo. François de La Rochefoucauld pode não ser tão conhecido quanto Sócrates, Nietzsche ou o mais recente Byung-Chul Han, mas as frases reunidas em seu livro Máximas, publicado em 1665, merecem ser analisadas. Na obra, o pensador francês — o 6º Duque de La Rochefoucauld — busca desmontar as ilusões que as pessoas têm sobre si mesmas: suas virtudes, suas motivações e também suas emoções. Por isso, sua frase "nunca somos tão felizes nem tão infelizes quanto acreditamos" carrega um significado profundo.

O que o filósofo sugere é que a percepção de felicidade e infelicidade costuma ser distorcida. Segundo essa visão, os seres humanos tendem a exagerar seus estados emocionais. Por isso, quando se sentem bem, acreditam estar no auge da felicidade; quando se sentem mal, podem ter a impressão de estar completamente miseráveis. No entanto, a realidade é que nenhum desses extremos costuma ser tão intenso assim.

Nem tão feliz nem tão infeliz

Se analisarmos a psicologia contemporânea e as pesquisas de Daniel Gilbert, da Universidade de Harvard, veremos que, em geral, as pessoas tendem a superestimar a intensidade e a duração das emoções futuras. Essa ideia se conecta diretamente ao pensamento de La Rochefoucauld: nem a felicidade nem o infortúnio costumam ser tão intensos quanto se imagina. As emoções são muito mais dinâmicas do que parece, e a mente tende a regulá-las em ambas as direções.

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