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Fertilidade tem prazo de validade? As possibilidades de gravidez na menopausa e perimenopausa

Menopausa marca o fim da capacidade fértil feminina, que começa a diminuir a partir dos 35 anos; mas hoje, existem estratégias para conquistar a gravidez

27 jan 2026 - 16h10
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Em todo o mundo, as mulheres têm engravidado cada vez mais tarde. Seja por motivos financeiros, profissionais, amorosos ou pessoais. No entanto, a idade é implacável com a fertilidade feminina e o fantasma da menopausa assombra as mulheres que escolhem por adiar a gestação. "A mulher nasce com todos os óvulos que terá durante a vida. Conforme os anos passam, esse número diminui e, quando esse estoque chega ao fim, a mulher entra na menopausa, que marca o fim do período fértil", explica Dr. Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana.

Com o avanço da idade, a fertilidade feminina diminui; entenda os riscos da gravidez tardia, o papel da menopausa e demais possibilidades
Com o avanço da idade, a fertilidade feminina diminui; entenda os riscos da gravidez tardia, o papel da menopausa e demais possibilidades
Foto: Reprodução: Canva/MOUNT PHOTOGRAPHY / Bons Fluidos

"A menopausa corresponde à parada completa das menstruações e o fim definitivo da produção dos hormônios sexuais pelos ovários. Conceitualmente, dizemos que a mulher entrou em menopausa após um ano sem menstruar, o que acontece, em média, entre 45 e 55 anos. Depois disso, a mulher não ovula mais, então uma gravidez natural espontânea já não é mais possível", acrescenta o ginecologista Dr. Igor Padovesi.

Gravidez durante a menopausa é possível?

Segundo Dr. Igor, apesar de incomum, as mulheres podem engravidar durante a fase de transição menopausal - que pode confundir-se com a menopausa. "Na faixa dos 40-45 anos, às vezes desde os 35, começa um período de oscilações hormonais que caracteriza a perimenopausa ou transição menopausal. Nessa fase, a maioria das mulheres ainda menstrua, mas os níveis hormonais já não são mais os mesmos. O ciclo menstrual pode sofrer mudanças e os sintomas começam a aparecer. Essa fase, em que muitas mulheres se sentem 'diferentes' sem se dar conta que estão na perimenopausa, pode durar em média de 5 a 10 anos", afirma o especialista.

"Nessa fase de transição, em que os ciclos começam a ficar irregulares e pode acontecer alguma ovulação, uma gravidez espontânea é possível. Mas é incomum e arriscada. A maioria das gestações nesse período terminam logo no comecinho, porque são embriões com problemas genéticos, o que resulta em abortos espontâneos", diz o médico.

Chances diminuem ao longo dos anos

A grande verdade é que muitos anos antes da entrada oficial na menopausa, as chances de gravidez já reduzem. "As chances de gravidez caem consideravelmente após os 35 anos e reduzem de uma forma extremamente abrupta a partir dos 38, 39 anos. Para se ter uma ideia, enquanto a chance de gravidez em um ano de tentativas é de 96% aos 25 anos e de 84% aos 35 anos, aos 40 anos essa taxa cai para 55% e para 35% aos 43", destaca o Dr. Rodrigo Rosa.

O especialista acrescenta que, mesmo que uma gravidez espontânea ocorra em idades mais avançadas, frequentemente resulta em abortos e bebês nascidos com doenças cromossômicas devido à diminuição da qualidade do óvulo. "Quando se trata de gestação espontânea em idades muito avançadas, há um aumento considerável do risco de abortos espontâneos no primeiro trimestre, indo de 25% aos 35 anos para 60% aos 50 e mais de 90% aos 55. Já a chance de o bebê nascer com doenças cromossômicas, incluindo a Síndrome de Down, é de 1 para 350 nascimentos aos 35 anos contra 1 para 10 aos 50 anos", pontua.

Medicina traz avanços importantes

Felizmente, hoje, graças aos avanços na medicina e nas técnicas de reprodução humana, uma mulher com idade mais avançada (ou até que já tenha alcançado a menopausa), pode engravidar e ter filhos saudáveis por meio de uma fertilização in vitro (FIV). Ela é realizada com óvulos que podem ser obtidos de duas formas: ovorecepção ou congelamento prévio.

"Caso a mulher alcance a menopausa e tenha realizado o congelamento de óvulos previamente, essa é uma possibilidade para alcançar a gestação mesmo após o fim da capacidade reprodutiva. Porém, mesmo sem ter congelado óvulos, a mulher ainda pode engravidar por meio da ovorecepção, que consiste no uso de óvulos obtidos em bancos de maneira totalmente anônima. E o fato de serem doados não reduz, de maneira alguma, o papel da receptora como mãe, afinal, é ela quem garantirá que a criança cresça feliz e saudável", ressalta o Dr. Rodrigo.

Gestação de risco

Mas mesmo com a FIV, a gravidez tardia ainda é considerada uma gestação de risco. Então, é importante que a mulher siga com o acompanhamento médico e realize o pré-natal da maneira adequada. De acordo com o ginecologista e obstetra Dr. Nélio Veiga Júnior, em gestações que ocorrem a partir dos 40 anos, os estudos já mostram um aumento do risco de hipertensão arterial, diabetes, apresentação anômala (bebes pélvicos/transversos), aumento de gemelaridade devido ao aumento de utilização de técnicas de reprodução assistida, aumento de parto por cesária, mais casos de hemorragia pós-parto.

"As crianças também podem apresentar baixo peso ao nascer e há um risco maior de parto prematuro", diz o médico. Por esses motivos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) recomenda que as técnicas de reprodução assistida, incluindo a FIV com ou sem ovodoação, aconteçam até, no máximo, os 50 anos. "Isso não quer dizer, porém, que o procedimento não possa ser realizado em mulheres mais velhas. No entanto, exige um acompanhamento mais próximo", acrescenta o Dr. Rodrigo.

Quanto aos cuidados, a mãe deve manter uma dieta saudável e atividade física regular, rastrear diabetes e doenças cardiovasculares pré-gestacional, considerar realizar a Triagem Não Invasiva (NIPT) e realização de ultrassonografia para detecção de anomalias fetais. "Além disso, é necessário realizar ecocardiografia fetal e fazer exames de rotina de pré-natal e rastreio de pré-eclâmpsia", diz o Dr. Nélio. "Com os devidos cuidados, é perfeitamente possível que a gravidez se desenvolva sem complicações e de maneira segura para a mãe e para o bebê. Mas, claro, cada caso deve ser avaliado individualmente", finaliza o Dr. Rodrigo.

Sobre os especialistas

Dr. Rodrigo Rosa é ginecologista obstetra especialista em Reprodução Humana. Também é sócio-fundador e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo, e do Mater Lab, laboratório de Reprodução Humana. Membro da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), o médico tem graduação pela Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM). 

Dr. Igor Padovesi é médico ginecologista e especialista em menopausa. É formado e pós-graduado pela USP, onde foi preceptor da disciplina de Ginecologia. Também é especialista em cirurgias ginecológicas minimamente invasivas e criador do Instituto de Cirurgia Íntima, sendo reconhecido internacionalmente por sua liderança nessa área. 

Dr. Nélio Veiga Junior é médico ginecologista e obstetra, Mestre e Doutor em Tocoginecologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/UNICAMP). Atua em consultório privado e já foi médico preceptor no curso de Medicina da UNICAMP e médico pesquisador no Centro de Pesquisa em Saúde Reprodutiva de Campinas.

*Fonte: Holding Comunicação

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