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Endometriose volta? O que a cirurgia tem a ver com isso

Endometriose volta após a cirurgia? Um estudo trouxe um dado que chamou atenção dos especialistas. Entenda o que pode influenciar esse risco.

1 jun 2026 - 12h00
(atualizado às 12h03)
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Endometriose pode voltar depois da cirurgia? A resposta é sim. Mas isso não significa que o tratamento tenha falhado.

Endometriose volta? O que a cirurgia tem a ver com isso
Endometriose volta? O que a cirurgia tem a ver com isso
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Quando os sintomas reaparecem, existe uma questão importante que precisa ser considerada. A forma como a doença é tratada durante a cirurgia pode influenciar os resultados no longo prazo.

Um estudo realizado no Reino Unido trouxe informações relevantes sobre esse tema. A pesquisa acompanhou quase 5 mil pacientes atendidas em 51 centros especializados em endometriose.

Após cinco anos, apenas cerca de 1,8% das pacientes apresentaram recorrência clínica dos sintomas.

Para uma doença complexa como a endometriose, esse é um dado bastante significativo. Ele reforça a importância de uma avaliação cuidadosa da doença, que vá além das lesões mais facilmente visíveis durante a cirurgia.

Por que a endometriose pode voltar?

Muitas pessoas imaginam que a endometriose funciona como uma lesão isolada que pode ser simplesmente retirada. Na prática, a situação costuma ser mais complexa.

A doença pode se infiltrar em diferentes tecidos e estruturas da pelve, formando lesões profundas, áreas de fibrose e alterações anatômicas que nem sempre são facilmente identificadas durante uma avaliação superficial.

Por isso, uma das grandes preocupações no tratamento cirúrgico é garantir uma avaliação adequada da doença, inclusive em regiões mais profundas da pelve.

Quando a doença não é completamente identificada durante o procedimento, os sintomas podem persistir ou reaparecer ao longo do tempo.

Esse é um dos motivos pelos quais a avaliação cuidadosa da doença tem ganhado cada vez mais importância entre os especialistas.

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O que esse estudo ajuda a entender

O trabalho britânico reforça a importância de avaliar cuidadosamente a doença antes de definir a estratégia cirúrgica.

As pacientes avaliadas foram submetidas a procedimentos mais abrangentes, incluindo técnicas que permitem analisar e tratar áreas mais profundas da pelve, onde a endometriose frequentemente se desenvolve.

Esse tipo de abordagem busca não apenas remover os focos visíveis, mas também identificar alterações que muitas vezes passam despercebidas quando observamos apenas a superfície dos tecidos.

É justamente essa atenção aos detalhes anatômicos que pode contribuir para resultados mais duradouros.

Nem sempre o que aparece é toda a doença

Esse é um conceito fundamental no tratamento da endometriose.

Ao longo da minha experiência cirúrgica, tenho observado que a doença frequentemente vai além daquilo que conseguimos enxergar inicialmente.

Não é raro encontrarmos áreas de fibrose e lesões em planos mais profundos que não eram evidentes durante uma avaliação superficial.

Inclusive, colegas ginecologistas que acompanham minhas cirurgias costumam se surpreender ao perceber alterações que não estavam visíveis na superfície do peritônio no início do procedimento.

Isso reforça uma lição importante. Em determinadas pacientes, observar apenas o que está aparente pode não ser suficiente para identificar todo o comprometimento causado pela doença.

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O papel da experiência no tratamento da endometriose

O sucesso do tratamento da endometriose depende de vários fatores. Tecnologia, planejamento cirúrgico, conhecimento anatômico e experiência da equipe fazem diferença, especialmente nos casos mais complexos.

Hoje sabemos que compreender como a doença se apresenta em cada paciente é tão importante quanto remover as lesões identificadas durante a cirurgia.

Por isso, reduzir o risco de recorrência não depende apenas de uma técnica específica. Também exige uma abordagem cuidadosa, individualizada e baseada no conhecimento da doença.

A pergunta "endometriose volta?" continuará fazendo parte da rotina de muitas pacientes.

Mas os avanços no tratamento mostram que, quando a doença é bem avaliada e a cirurgia é adequadamente planejada, é possível alcançar resultados mais duradouros.

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Fonte: SaúdeLAB
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