Aos 58 anos, Regina Volpato realiza seu primeiro intercâmbio e reflete: 'Abertura para a vida'
Regina Volpato embarcou para a África do Sul para estudar inglês e refletiu sobre maturidade, liberdade e a coragem de viver novas experiências aos 58 anos
A ideia de recomeçar costuma assustar muita gente - principalmente quando envolve sair da rotina, mudar de país ou voltar a estudar depois de décadas. Mas Regina Volpato decidiu transformar esse desejo em realidade. Aos 58 anos, a apresentadora embarcou para Cape Town, na África do Sul, para viver uma experiência que carregava há anos: fazer um intercâmbio e estudar inglês.
Em entrevista à Quem, Regina contou que a maturidade trouxe justamente aquilo que tornou a experiência mais leve e verdadeira: liberdade emocional. "A maturidade me trouxe uma liberdade que talvez eu não tivesse antes: a de viver a experiência por inteiro", afirmou.
Menos vergonha, mais abertura para viver
Segundo Regina, um dos maiores presentes da idade foi perceber que não precisa mais corresponder a expectativas externas ou ter medo de errar. Para ela, estudar em outro país aos 58 anos não representa atraso - mas sim coragem de continuar se reinventando.
"Talvez a grande vantagem de viver uma experiência como essa aos 58 anos seja chegar com menos vergonha e muito mais abertura para a vida. Hoje eu me sinto mais disponível para experimentar, conhecer pessoas, aprender, errar, tentar de novo e viver tudo o que essa experiência tem a oferecer."
A fala da apresentadora também chama atenção por quebrar uma ideia bastante comum: a de que certas experiências têm "idade certa" para acontecer. Em vez de enxergar o intercâmbio como algo ligado apenas à juventude, Regina parece tratar o momento como uma oportunidade de expansão pessoal.
Aprender vai muito além da sala de aula
Durante a temporada na África do Sul, Regina ficará três semanas estudando inglês. Mas, para ela, o aprendizado mais profundo acontece justamente fora das aulas. "A idade traz a tranquilidade de saber que o aprendizado acontece para além da sala de aula."
A apresentadora explicou que o contato com pessoas diferentes, culturas novas e histórias variadas acaba sendo tão transformador quanto o próprio curso. "Ele está nas conversas, nos encontros, nas diferenças culturais e nas trocas entre pessoas de idades e histórias completamente diferentes. E eu acredito muito nessa troca. Sempre existe algo para aprender".
Uma nova relação com o trabalho e com o tempo
A viagem também reflete uma mudança importante na vida profissional da apresentadora. Sem um programa fixo na televisão, Regina passou a construir uma rotina mais flexível - algo que hoje permite experiências que antes pareciam inviáveis.
"A minha vida profissional mudou muito e passou a me permitir viver experiências como essa com muito mais flexibilidade. Hoje eu consigo colocar em prática uma dinâmica de trabalho que desejava há muito tempo: ter um trabalho que caiba na minha vida, e não o contrário."
Antes da África do Sul, ela já havia passado uma temporada no Japão, algo que reforçou ainda mais sua vontade de explorar novos lugares e modos de viver.
A conexão com a África do Sul
Ao falar sobre a escolha de Cape Town, Regina explicou que tinha interesse antigo em conhecer o país não apenas pelas paisagens, mas também pela riqueza histórica e cultural da região.
Ela contou que decidiu chegar alguns dias antes do início das aulas justamente para observar a cidade com calma, entender os hábitos locais e se adaptar ao ritmo do lugar. "A cultura daqui é muito rica, interessante e, em muitos aspectos, intrigante. É um país que carrega uma memória muito forte e que, inevitavelmente, nos faz refletir sobre muitas coisas."
Além das aulas de inglês, Regina já viveu outras experiências marcantes durante a viagem, incluindo um safári de três dias. Encantada com a tranquilidade, a beleza natural e a receptividade da cidade, ela também revelou ter se surpreendido positivamente com a gastronomia local.
Inspirar pessoas a viver com mais coragem
Mais do que compartilhar uma viagem, Regina Volpato acredita que sua experiência pode incentivar outras pessoas a se permitirem mudanças, independentemente da idade. Hoje, segundo ela, seu trabalho está muito mais conectado às próprias aspirações pessoais e ao desejo de mostrar que existem maneiras menos previsíveis de construir a vida.
"Muito modestamente, se existe uma intenção por trás de tudo isso, é a de inspirar pessoas a fazer mudanças, a se permitirem experimentar o que têm vontade e a entender que sempre existe a possibilidade de construir uma vida mais alinhada com quem se é. Talvez uma vida com mais liberdade. Ou com mais coragem".
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