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Dor de cabeça pode ser algo mais grave? Neurologista explica quando a punção lombar é necessária

Dor de cabeça intensa, alterações na visão e confusão mental podem indicar doenças neurológicas graves, alertam especialistas

4 jun 2026 - 16h09
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Uma dorzinha de cabeça persistente que melhora com analgésico parece um incômodo corriqueiro, mas pode ser o primeiro sinal de alerta para condições neurológicas severas. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as cefaleias atingem mais de 90% da população mundial ao longo da vida. No Brasil, estima-se que mais de 30 milhões de pessoas convivam com a enxaqueca crônica. No entanto, o grande perigo mora na sutil diferença entre uma dor de cabeça primária e uma secundária, causada por outras patologias.

Entenda quando a dor de cabeça deixa de ser comum, quais sinais exigem atenção imediata e por que a punção lombar pode ser essencial
Entenda quando a dor de cabeça deixa de ser comum, quais sinais exigem atenção imediata e por que a punção lombar pode ser essencial
Foto: Reprodução: Canva/fizkes / Bons Fluidos

Principais sintomas observados

Para acender o alerta e evitar diagnósticos tardios, o neurologista da Rede Oto, Dr. Carlos Alberto, esclarece quando o sintoma exige uma investigação profunda. De acordo com o especialista, o principal erro da população é a automedicação e a naturalização da dor. O sinal de perigo surge quando a dor foge do padrão habitual do paciente: começa de forma súbita e extremamente intensa, ou vem acompanhada de febre, rigidez no pescoço, confusão mental e alterações na fala ou na visão.

Esses sintomas podem indicar infecções no sistema nervoso central, hemorragias ou aumento da pressão intracraniana, condições que exigem atendimento imediato e exames específicos, como a punção lombar.

Como é realizado o procedimento?

Muitas vezes cercada de mitos e receios por parte dos pacientes, a punção lombar é um procedimento fundamental e seguro. O Dr. Carlos Alberto explica que o cérebro e a medula espinhal são envolvidos pelo líquor (líquido cefalorraquidiano), que funciona como um escudo de proteção.

A punção consiste na coleta de uma pequena amostra desse líquido, feita por meio de uma agulha fina introduzida na região lombar, sob anestesia local. A análise laboratorial do líquor é crucial para identificar o que os exames de imagem, como a tomografia, às vezes não conseguem mostrar.

O procedimento é indicado principalmente para o diagnóstico de infecções graves, como a meningite, além de doenças autoimunes e inflamatórias, a exemplo da Esclerose Múltipla. O neurologista reforça que o medo de sequelas motoras é um mito antigo, já que a agulha é inserida bem abaixo de onde termina a medula espinhal, em um espaço totalmente seguro. É um exame rápido e essencial para salvar vidas ou direcionar o tratamento correto de forma precoce.

*Fonte: Lara Alves - Capuchino

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