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Além da psicoterapia: conheça opções de tratamentos integrativos para a saúde mental 

A medicina integrativa trata o paciente de forma holística, analisando corpo, mente, emoções e espírito

4 jun 2026 - 17h00
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Cuidar da mente e das emoções é fundamental para a melhora da saúde física e psicológica. Para exercer esses cuidados, a psicoterapia geralmente é o caminho escolhido. Contudo, também é possível alinhar a abordagem psicoterapêutica a tratamentos integrativos.

A medicina integrativa trata o paciente de forma holística
A medicina integrativa trata o paciente de forma holística
Foto: PeopleImages | Shutterstock / Portal EdiCase

A medicina integrativa trata o paciente de forma holística, ou seja, analisando o todo: corpo, mente, emoções e espírito. Seu objetivo envolve não apenas o alívio dos sintomas, mas também a descoberta da raiz do problema. No Brasil, esses tratamentos são regulamentados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). 

Como o próprio nome diz, a medicina integrativa serve para ser integrada ao tratamento psicoterapêutico, não podendo substituí-lo. "A psicoterapia trabalha questões estruturais, padrões de comportamento e emoções de forma mais aprofundada. O ideal é a combinação das duas abordagens, criando um cuidado mais completo e eficaz", explica a psicoterapeuta Daniele Caetano, fundadora da Caminhos da Terapia e da Mentoria Bem Me Quero. 

Opções de tratamentos integrativos 

Entre as principais opções de tratamentos integrativos, estão:  

  • Meditação: treinamento mental no qual o indivíduo direciona a atenção e a consciência para o momento presente, visando aliviar o estresse e a ansiedade;
  • Acupuntura: terapia milenar chinesa que consiste na inserção de agulhas finas em partes específicas do corpo. O tratamento visa aliviar as dores físicas e emocionais, além de equilibrar a energia da alma;
  • Reiki: tratamento em que há a imposição das mãos do terapeuta sobre o corpo do paciente. O objetivo é equilibrar os chakras, que são centros de energias do corpo;
  • Aromaterapia: terapia que utiliza aromas e óleos extraídos de plantas, flores e raízes. O tratamento busca melhorar as estruturas cerebrais por meio da inalação e da absorção pela pele.  

Todos os tratamentos integrativos utilizam técnicas e métodos naturais, buscando promover equilíbrio físico, emocional e mental de forma mais ampla. Além disso, segundo Daniele Caetano, é importante respeitar o ritmo individual durante as sessões, já que cada organismo responde de maneira diferente aos estímulos e processos terapêuticos. Dessa forma, o acompanhamento tende a ser mais personalizado, considerando as necessidades, limitações e particularidades de cada pessoa.

Qualquer indivíduo que passe por altos níveis de estresse pode se beneficiar da medicina integrativa
Qualquer indivíduo que passe por altos níveis de estresse pode se beneficiar da medicina integrativa
Foto: YoloStock | Shutterstock / Portal EdiCase

Benefícios da medicina integrativa 

Qualquer pessoa que esteja passando por altos níveis de estresse, ansiedade e/ou sobrecarga emocional pode se beneficiar da medicina integrativa. Além disso, os tratamentos são recomendados para aqueles que desejam desacelerar e se reconectar consigo. "O importante é que a abordagem faça sentido para quem está recebendo", ressalta Daniele Caetano.  

Além de aliviar sintomas físicos e emocionais, os tratamentos integrativos também ajudam a melhorar a qualidade do sono, aumenta a clareza mental, diminui a irritabilidade e fortalece o sistema imunológico. De acordo com Sérgio de Albuquerque, terapeuta integrativo e acupunturista da Clínica Revitalis, quando a pessoa consegue lidar melhor com o estresse e as emoções do dia a dia, também pode haver uma melhora nos relacionamentos, assim como um aumento na produtividade acadêmica e profissional.  

Cuidados necessários ao investir no tratamento integrativo 

Para garantir a segurança, é importante se atentar à escolha e à duração do tratamento integrativo. Para isso, segundo Sérgio de Albuquerque, o primeiro passo é pesquisar profissionais qualificados, ou seja, aqueles que realizam boas avaliações e entendem como aplicar as técnicas das terapias de acordo com as necessidades de cada pessoa. 

Além disso, Daniele Caetano comenta que, durante o tratamento, o paciente precisa respeitar os próprios limites e buscar entender se aquela abordagem está realmente funcionando para ele. Por fim, associado ao tratamento integrativo, é essencial investir em hábitos saudáveis, como boa alimentação, noites de sono de qualidade e prática de exercícios físicos. "O estilo de vida tem sido cada vez mais visto como parte fundamental da saúde mental", finaliza a psicoterapeuta.  

Portal EdiCase
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