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Dia de Santa Paula de Roma: conheça sua história de devoção à caridade

A trajetória de Santa Paula revela como fé, caridade e coragem transformaram uma vida de luxo em um legado espiritual duradouro

26 jan 2026 - 13h07
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Nascida em 347 d.C., em uma das famílias mais tradicionais de Roma, Santa Paula teve uma juventude marcada pelo luxo, pela influência social e por uma vida confortável. Com apenas 16 anos, casou-se com o senador Toxócio e teve cinco filhos. Durante décadas, viveu cercada de privilégios, vestindo roupas finas e circulando pela cidade carregada por servos.

Conheça a história de Santa Paula de Roma, celebrada em 26 de janeiro, e como sua fé e dedicação à caridade marcaram a tradição cristã
Conheça a história de Santa Paula de Roma, celebrada em 26 de janeiro, e como sua fé e dedicação à caridade marcaram a tradição cristã
Foto: Reprodução/YouTube / Bons Fluidos

Essa realidade começou a mudar de forma profunda após a morte do marido, quando Paula tinha cerca de 32 anos. O luto se transformou em um ponto de virada: aos poucos, ela passou a questionar o sentido de uma vida baseada apenas na riqueza e no status social.

O encontro com a espiritualidade cristã

Viúva, Paula se aproximou de um grupo de mulheres guiado por Santa Marcela, dedicado à oração, à penitência e ao cuidado espiritual. Sua ampla residência no bairro do Aventino passou a acolher essa comunidade de inspiração semi-monacal, tornando-se um espaço de espiritualidade em pleno coração de Roma.

Foi nesse contexto que, em 382, Paula conheceu São Jerônimo, apresentado por Marcela durante a passagem do religioso pela cidade. O encontro foi decisivo. A intensidade espiritual de Jerônimo despertou em Paula o desejo de abandonar definitivamente o conforto romano e dedicar sua vida à fé cristã de forma radical.

Uma jornada de fé na Terra Santa

Em 385, após a perda da filha Blesila, Paula decidiu partir em peregrinação para a Terra Santa, acompanhada da filha Eustóquia. Em Antioquia, reencontrou Jerônimo e, juntos, percorreram os principais locais sagrados da Palestina. A jornada incluiu também uma passagem pelo Egito, onde tiveram contato com eremitas e comunidades monásticas.

O destino final foi Belém. Ali, Paula fundou dois mosteiros - um feminino e outro masculino - e estabeleceu uma rotina rigorosa de oração, estudo das Escrituras e canto diário dos Salmos, que as monjas sabiam de cor. A prática do jejum e a caridade eram centrais em sua vida: Paula chegou a doar aos pobres até mesmo o que garantiria o sustento da própria comunidade.

Uma colaboradora essencial de São Jerônimo

Mais do que discípula, Paula foi uma das grandes colaboradoras de São Jerônimo. Ao lado da filha Eustóquia, participou ativamente de seus estudos, pregações e decisões espirituais. Sua presença foi fundamental, inclusive, para ajudá-lo a manter uma postura mais paciente e humilde em meio a debates teológicos intensos da época.

Um dos maiores legados de Paula foi sua participação decisiva na tradução da Bíblia do grego e do hebraico para o latim. A iniciativa, sugerida por ela, contribuiu para tornar os textos sagrados mais acessíveis e marcou profundamente a história do cristianismo ocidental.

Os últimos dias e o legado espiritual

Por volta de 406, já fragilizada, Paula percebeu que sua vida se aproximava do fim. Segundo os relatos, acreditava ouvir a voz de Jesus, que lhe dizia as palavras do Cântico dos Cânticos: "Levante-se, meu amor, minha formosa e vem. Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou e se foi; mostre-me seu rosto, faça-me ouvir sua voz, porque a sua voz é doce e o seu rosto gracioso".

Em resposta, recitou o Salmo 27: "O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Pereceria, sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do Senhor na terra dos viventes", e então faleceu serenamente. Seu funeral reuniu não apenas religiosos, mas também muitos pobres que haviam sido acolhidos e ajudados por ela ao longo dos anos - pessoas que a viam como mãe e benfeitora.

Uma data para recordar fé, solidariedade e entrega

Santa Paula foi sepultada em Belém, na Igreja da Natividade. São Jerônimo, profundamente marcado por sua amizade, dedicou-lhe o Epitaphium sanctae Paulae. Após sua morte, foi enterrado ao lado de Paula e Eustóquia.

Celebrada pela Igreja Católica em 26 de janeiro, Santa Paula de Roma é considerada co-padroeira da Ordem de São Jerônimo. A data convida à reflexão sobre uma vida guiada pela fé, pela renúncia consciente e pelo compromisso com o cuidado ao próximo - valores que atravessam séculos e seguem inspirando até hoje.

Bons Fluidos
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