Extraforte, especial: você sabe a diferença entre os tipos de café?
No Brasil, a classificação dos cafés é feita principalmente pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café).
Ela avalia a qualidade dos grãos, o tipo de torra e a pureza da bebida. Saber ler o rótulo é o segredo para não errar na xícara.
Café tradicional e extraforte
Estes são os mais comuns nas mesas brasileiras. O foco aqui é o custo-benefício e a energia rápida.
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Sabor: São cafés de sabor muito intenso, amargo e marcante.
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Torra: A torra é escura ou muito escura. Isso serve para padronizar o sabor de grãos que podem ter defeitos.
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Dica: O termo "extraforte" muitas vezes indica uma torra quase queimada. É ideal para quem gosta de café com leite ou com bastante açúcar.
Café superior
O café superior é um degrau acima do tradicional. Ele oferece uma qualidade melhor e um sabor mais limpo.
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Sabor: Tem um amargor mais equilibrado e notas levemente mais suaves.
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Qualidade: Possui uma porcentagem menor de grãos defeituosos na mistura.
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Dica: É uma ótima opção para quem quer começar a sentir a diferença no paladar sem gastar muito.
Café gourmet
Aqui a conversa muda de nível. O café gourmet é feito com grãos selecionados, geralmente da espécie Arábica.
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Sabor: É uma bebida muito mais suave e aromática. Você consegue sentir notas de chocolate, castanhas ou frutas.
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Torra: A torra é média, preservando os óleos naturais e o açúcar do próprio grão.
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Dica: Tente beber sem açúcar. Você vai perceber que ele não é tão amargo quanto o tradicional.
Café especial
O café especial é o topo da pirâmide. Ele é avaliado por provadores profissionais (Q-Graders) e precisa atingir mais de 80 pontos em uma escala de 100.
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Rastreabilidade: Você sabe exatamente de qual fazenda o café veio e quem o produziu.
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Sabor: Complexo e exótico. Pode ter acidez brilhante e doçura natural elevada.
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Dica: Use métodos de preparo como o Hario V60 ou a Prensa Francesa para extrair todo o potencial desse café.
Arábica vs. robusta: As duas espécies principais
Além das categorias, os tipos de café dependem da planta:
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Arábica: Cultivado em altitudes elevadas. Tem 50% menos cafeína que o Robusta, mas muito mais sabor e aroma. É o preferido dos cafés especiais.
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Robusta (Conilon): Mais resistente e fácil de cultivar. Tem mais cafeína e um sabor mais "terroso" e amargo. É muito usado em cafés solúveis e misturas (blends) tradicionais.
Como escolher o café ideal?
Para não errar na compra, siga este checklist rápido:
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Verifique o selo da ABIC: Procure pelas indicações de Tradicional, Superior ou Gourmet.
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Olhe a data da torra: Café fresco é sempre mais saboroso. Quanto mais perto da data de fabricação, melhor.
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Prefira café em grãos: Se você tiver um moedor, moer na hora preserva todos os aromas.
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Considere o método: Cafés mais escuros (tradicionais) funcionam bem no coador de pano. Cafés claros (especiais) brilham em filtros de papel finos.
Conclusão: Explore novos sabores
O café perfeito é aquele que agrada o seu paladar. No entanto, permitir-se provar um café gourmet ou especial pode abrir um mundo novo de sensações.
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