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Guia completo de vitaminas e alimentos para blindar sua imunidade no frio

Veja como fortalecer a imunidade com vitaminas, alimentos escudo e hidratação na próxima frente fria.

23 fev 2026 - 13h42
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Quando a previsão anuncia frente fria, muita gente lembra do casaco. Mas esquece o principal escudo interno: a imunidade.

Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Saúde em Dia

Temperaturas mais baixas costumam aumentar casos de gripe, resfriados e outras infecções respiratórias. Passamos mais tempo em ambientes fechados, com pouca circulação de ar.

Este conteúdo é para quem quer entender, de forma prática, como usar vitaminas e alimentos a favor do sistema imune. Você vai ver o papel das vitaminas C, D, A e do zinco, além de conhecer cinco "alimentos escudo" e a importância da hidratação diária.

Nada substitui acompanhamento médico. Mas o que vai ao prato, todos os dias, faz diferença real na resposta do corpo.

Por que sua imunidade sente tanto a mudança de temperatura

Frio não causa doença sozinho. O problema é o conjunto de fatores que vem junto com as quedas de temperatura.

No inverno ou em frentes frias, é comum:

  • ficar em locais fechados e com pouca ventilação.

  • ter ar mais seco, irritando vias respiratórias.

  • reduzir o consumo de água sem perceber.

  • mudar a alimentação para opções mais gordurosas e pesadas.

Tudo isso pode enfraquecer a defesa natural do organismo. O sistema imune depende de nutrientes, sono adequado e equilíbrio geral do corpo.

Quando a rotina fica desorganizada, as barreiras de proteção diminuem. Por isso, preparar a alimentação com antecedência é uma forma inteligente de prevenir.

Vitaminas que blindam sua imunidade no frio

Algumas vitaminas são especialmente importantes para a resposta imunológica.

Entre elas, se destacam vitaminas C, D, A e o mineral zinco.

Vitamina C: linha de frente da defesa

A vitamina C é uma das mais associadas à imunidade. Ela participa da proteção das células contra radicais livres e ajuda na produção de anticorpos.

Fontes alimentares comuns:

  • frutas cítricas, como laranja, limão e mexerica.

  • acerola e caju.

  • kiwi.

  • morango.

  • pimentão e brócolis.

Exemplo prático de uso diário:

  • suco de laranja natural no café da manhã.

  • salada com pimentão e folhas verdes no almoço.

  • fruta cítrica como lanche da tarde.

O ideal é consumir vitamina C todos os dias, em alimentos variados. Ela é hidrossolúvel, então o corpo não estoca grandes quantidades.

Vitamina D: mais que "vitamina do sol"

A vitamina D é famosa pelos ossos, mas também participa da modulação do sistema imune.

Ela atua em células de defesa e ajuda a regular a resposta inflamatória.

A principal forma de obter vitamina D continua sendo a exposição solar.

Porém, alguns alimentos contribuem:

  • peixes gordurosos, como salmão e sardinha.

  • gema de ovo.

  • fígado.

  • alguns laticínios fortificados.

Na prática, é comum a vitamina D precisar de acompanhamento médico.

Muitas pessoas apresentam níveis baixos e podem precisar de suplementação.

Mesmo assim, incluir peixes, ovos e laticínios de qualidade ajuda a compor o quadro geral.

E, sempre que possível, buscar alguns minutos de sol com segurança.

Vitamina A: proteção de mucosas e barreiras

A vitamina A é essencial para manter saudáveis as mucosas dos olhos, nariz, boca e pulmões.

Essas superfícies funcionam como barreiras físicas contra vírus e bactérias.

Ela aparece em duas formas principais:

  • vitamina A pré-formada, em alimentos de origem animal.

  • carotenoides, como o betacaroteno, em vegetais de cor intensa.

Fontes importantes:

  • fígado e gema de ovo.

  • leite e derivados integrais, com moderação.

  • cenoura, abóbora, manga, mamão.

  • couve e espinafre.

Uma forma simples de incluir vitamina A é montar pratos coloridos.

Por exemplo, abóbora no almoço e cenoura ralada em saladas.

Zinco: mineral chave para células de defesa

O zinco é um mineral decisivo para o funcionamento das células do sistema imune.

Ele participa da produção e ativação de linfócitos, entre outras funções.

Fontes alimentares frequentes:

  • carnes em geral.

  • frutos do mar.

  • feijão e outras leguminosas.

  • sementes, como abóbora e gergelim.

  • castanhas e nozes.

Combinar fontes vegetais e animais ajuda a garantir bom aporte de zinco.

Por exemplo, feijão com carne magra no almoço e um punhado de castanhas à tarde.

Alimentos "escudo" para a próxima frente fria

Além das vitaminas e do zinco, alguns alimentos concentram compostos interessantes para a imunidade. Eles não fazem milagre, mas fortalecem o conjunto.

Gengibre: anti-inflamatório natural no dia a dia

O gengibre é conhecido pelo potencial anti-inflamatório e antioxidante.

Ajuda a manter a circulação ativa e aquece o corpo em dias frios.

Formas práticas de consumo:

  • chá de gengibre com limão.

  • raspas de gengibre em sopas e caldos.

  • pedaços pequenos em sucos naturais.

Alho: aliado tradicional contra infecções

O alho contém compostos sulfurados, como a alicina, estudados por efeitos antimicrobianos.

É um clássico nas receitas de inverno, puxando refogados e caldos.

Sugestão de uso:

  • alho bem dourado em refogados de legumes.

  • acrescentar em caldos, sopas e molhos caseiros.

  • patê simples de alho, iogurte e ervas para acompanhar pães integrais.

Própolis: concentração em poucas gotas

O própolis, especialmente em versões padronizadas, é usado de forma tradicional como suporte à defesa. Costuma entrar em chás ou diretamente em gotas, seguindo orientação do rótulo.

Importante observar possíveis alergias a produtos apícolas.

Em caso de dúvida, vale conversar com profissional de saúde.

Frutas cítricas: vitamina C com fibras

Frutas cítricas combinam vitamina C e fibras.

Ajudam a imunidade e o intestino, que também faz parte da defesa do corpo.

Sugestões práticas:

  • laranja, mexerica ou tangerina como lanche.

  • limão espremido na salada.

  • salada de frutas com laranja e mamão.

Iogurte natural: equilíbrio da flora intestinal

O iogurte natural, sem açúcar, traz bactérias benéficas.

Elas ajudam na saúde intestinal, ligada diretamente à imunidade.

Formas de consumo:

  • iogurte com frutas e aveia no café da manhã.

  • molho de iogurte para saladas.

  • base cremosa para lanches rápidos, misturado a sementes.

Hidratação: a dica de ouro para o sistema imune

No frio, muita gente bebe menos água.

A sede diminui, mas o corpo continua precisando de líquido.

A hidratação adequada mantém mucosas úmidas.

Isso ajuda a retenir partículas indesejadas nas vias aéreas, que funcionam como filtros naturais.

Além da água, entram na conta:

  • chás sem açúcar em excesso.

  • caldos naturais.

  • frutas ricas em água, como laranja e melancia, em épocas mais amenas.

Checklist simples para manter a hidratação

Para não descuidar da hidratação durante a frente fria, você pode:

  1. Deixar uma garrafa de água sempre à vista.

  2. Definir metas, como dois copos de água por período do dia.

  3. Alternar entre água e chás mornos, sem exagero de cafeína.

  4. Incluir sopas, caldos e legumes cozidos no jantar.

Pequenas mudanças evitam que o ar seco e o frio pesem ainda mais sobre o sistema imune.

Imunidade forte começa na rotina do prato

Blindar a imunidade para a próxima frente fria não depende de um único alimento.

É o conjunto de escolhas diárias que fortalece o organismo.

Vitaminas C, D, A e o zinco desempenham papéis centrais na defesa. Os alimentos escudo, como gengibre, alho, própolis, frutas cítricas e iogurte natural, complementam essa proteção. A hidratação fecha o pacote, mantendo o corpo preparado para enfrentar o frio.

Você não controla o clima, mas pode ajustar a rotina. Planeje refeições mais coloridas, inclua esses alimentos no dia a dia e fique atenta à quantidade de água que está bebendo.

A prevenção começa no prato, se reforça no copo e se mantém na constância. Quanto mais cedo você organiza esses cuidados, menor a chance de ser pega de surpresa quando o termômetro cair.

Saúde em Dia
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