Da TV à realidade: novelas de Manoel Carlos ajudaram na criação de leis e combate ao câncer
Na maioria das vezes, filmes e séries contam histórias inspiradas no que aconteceu na vida real. Mas e quando a narrativa se inverte?
Na maioria das vezes, filmes, séries e telenovelas contam histórias inspiradas no que aconteceu na vida real. Mas e quando a narrativa se inverte? Isso aconteceu com duas novelas de Manoel Carlos. 'Laços de Família' e 'Mulheres Apaixonadas' mudaram a realidade brasileira quando o assunto são leis e combate ao câncer. Entenda:
Manoel Carlos mudou a realidade do Brasil
Acontece que 'Laços de Família' impactou os cadastros no Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea e fez com que as inscrições de doação aumentasse mais de 4.000% - mais especificamente, o número foi de 20 por mês para 900. Na época, o fenômeno ficou conhecido como 'Efeito Camila', inspirado na personagem de Carolina Dieckmmann.
Já 'Mulheres Apaixonadas' influenciou o desenvolvimento de três leis. Primeiramente, no ano de 2003, o 'Estatuto do Idoso' ganhou aprovação por causa da repercussão dos acontecimentos com a neta Dóris (Regiane Alves), que maltratava seus avós. Depois, em 2006, a 'Lei Maria da Penha', que foi criada graças ao debate que foi gerado enquanto as cenas da violência doméstica contra a personagem de Helena Ranaldi, Raquel, iam ao ar. Ademais, o 'Estatuto do Desarmamento' também passou por uma intervenção, já que Tony Ramos, que viveu Téo, foi atingido por balas perdidas no trânsito.
Crença em São Francisco e Fantástico: curiosidades sobre Maneco
Apesar de ter sido conhecido pelo mundo das telenovelas, o autor Manoel Carlos já se aventurou bastante pela TV. E no dia de sua morte, nós, da Bons Fluidos, resolvemos prestar uma homenagem a Maneco, lhe contando algumas curiosidades a respeito deste homem que marcou diversas vidas. Veja abaixo:
Primeiramente, antes de começar a criar suas histórias, Manoel Carlos - quem se considerava autodidata - começou a cursar a Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, mas abandonou o curso. Já em 1957, escreveu programas de TV e passou por diversas emissoras. Entre elas, em seu currículo estão TV Record, TV Itacolomi, Jornal do Commercio, TV Tupi e até mesmo no Fantástico. Neste último, em 1972, ele atuou como diretor-geral durante três anos. e leia a matéria completa.